A VE (Vigilância Epidemiológica) anunciou que a suspeita local de febre chikungunya foi descartada. Exames laboratoriais realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, em Sorocaba, deram negativo para a doença. Os resultados da sorologia foram disponibilizados para a equipe local na manhã de quinta-feira, 16.
De acordo com a responsável pela VE, enfermeira Elis Diniz, a hipótese é de que outra doença de “difícil identificação” tenha acometido a paciente. A suspeita incidia sobre uma mulher de 49 anos, moradora do bairro Bela Vista.
“Pode ter sido outro tipo de patologia, pois não foi dengue nem chikungunya. Há outras doenças e viroses com sintomas parecidos. Quando não tem a confirmação, a suspeita recai sobre essas viroses de difícil identificação”, explicou.
Independente do resultado do exame, os quarteirões circunvizinhos da casa da paciente foram alvos de inspeção da equipe antidengue. A região recebeu aplicação do inseticida conhecido como “fumacê”.
No ano passado, Tatuí registrou dois casos confirmados da febre chikungunya, um deles autóctone e outro, importado.
O primeiro ocorreu em abril, em uma dona de casa de 62 anos, moradora do bairro CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) “Orlando Lisboa”. Ela visitara a cidade de Jaboatão dos Guararapes, no Estado de Pernambuco.
O segundo caso de 2016 ocorreu no mês de setembro e foi autóctone. Um garoto de 11 anos, morador da vila Dr. Laurindo, foi infectado com o vírus da chikungunya. Ele recebeu tratamento sintomático e a região onde mora, visitas pela equipe de combate à dengue.
Febre amarela
O Ministério da Saúde anunciou, nesta semana, a lista de cidades com recomendação de vacinação contra a febre amarela. Tatuí e outras sete cidades da microrregião têm imunização aconselhada. Apenas a cidade de Cerquilho está fora da lista.
De acordo com a VE, o município figura na lista de localidades com vacinação recomendada desde 2009. Na época, Tatuí realizou uma campanha de imunização contra febre amarela.
No mês de janeiro, cerca de 900 doses de vacina foram aplicadas na cidade. A procura aumentou devido às notícias de crescimento do número de casos da doença. Após a alta, a demanda arrefeceu em fevereiro, segundo a enfermeira.
“As pessoas têm procurado mais. Os estoques estão normais, temos vacinas suficientes para a demanda. Essa alta de janeiro era esperada, pois alguns cidadãos ficam com medo da doença”, explicou Elis.
A vacinação é recomendada a pessoas que vão viajar para localidades consideradas de risco, como as regiões de Ribeirão Preto e o interior dos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia.
A vacina é contraindicada a pessoas que têm alergia a ovo, ao antibiótico eritromicina e a gelatina, matérias-primas utilizadas na fabricação do imunizante.
A restrição se estende a pessoas com imunodeficiência resultante de doenças como HIV (vírus da imunodeficiência humana), leucemias e linfomas, ou de tratamentos com corticoides, quimioterapia ou radioterapia, e disfunção do timo (glândula integrante do sistema imunológico).
O Ministério da Saúde também não indica a vacinação de grávidas e mulheres que estejam amamentando.







