Empresa informa em CPI que tem 102 mil linhas habilitadas

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O relatório que será apresentado pelos vereadores da “CPI da Vivo” aponta, basicamente, que a empresa de telefonia tem “um volume muito grande de linhas em operação”. É o que adiantou o presidente da comissão, Fábio José Menezes Bueno (Pros).

De acordo com ele, a Vivo informou que mantém, no município, 102 mil linhas móveis habilitadas. Elas são divididas entre aparelhos celulares e modems, para acesso à internet. O número não leva em consideração os telefones fixos.

Em conversas com o grupo de vereadores, Menezes disse que diretores da empresa admitiram que a Vivo “teria vendido mais números que o suportado”.

“Eles informam que o número (de linhas sendo operadas na cidade) é muito grande e que não conseguiram acompanhar a tecnologia”, relatou o vereador.

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De acordo com ele, a empresa teria se comprometido a inaugurar uma nova antena de transmissão para melhorar o sinal. A promessa é de que ela entre em operação já em março de 2014.

A Vivo mantém dez ERBs em Tatuí (estações rádio base), conforme dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). São duas no centro, uma no bairro Colina Verde, uma no Jardim Wanderley, uma no Jardim Tóquio, uma no Enxovia, uma na vila São Cristóvão, uma no bairro Pederneiras, uma no loteamento Módena e outra no Amaro Padilha (Inocoop).

Menezes disse que os diretores da Vivo afirmaram que, com a implantação de mais uma estação, o sinal “melhoraria bastante na cidade”. “Mesmo assim, vamos encaminhar o relatório ao Ministério Público, após votação”, afirmou.

Segundo o vereador, a Câmara decidiu instaurar a CPI por conta do número de reclamações recebidas. Ele relatou que as queixas partiram de munícipes, entidades e órgãos representativos que fazem uso dos serviços de telefonia móvel, incluindo os dados de voz (ligações) e de internet.

Como a maioria das reclamações era “verbal”, os parlamentares decidiram juntar dados por escrito. Desta maneira, estenderam o prazo final (que terminaria em setembro) para dezembro. Em função do recesso do Legislativo, o prazo teve de ser novamente adiado, para fevereiro de 2014.

Menezes disse que as queixas mais comuns são de queda de sinal, em especial em períodos de chuva. “Todo mundo reclama que, por qualquer motivo, quando o tempo fecha, o sinal fica ruim. Também há informações de que, em determinados horários, as pessoas não conseguem falar”, destacou.

A Câmara abriu CPI e não CEI (comissão especial de investigações) por conta de mudanças no regimento interno. De acordo com o presidente da comissão, a nomenclatura foi alterada, uma vez que a finalidade do Legislativo com os trabalhos é de “somente apurar fatos e não de investigar”.

Além de Menezes, integram a comissão os vereadores André Norbal (PT), como relator, e Rosana Nochele Pontes (Pros), como membro.


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