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    Doença meningocócica invasiva: é preciso saber

    Como é transmitida?

    A bactéria causadora da doença meningocócica invasiva (DMI) é a “Neisseria meningitidis” (o famoso meningococo). Existem cinco tipos principais: A, B, C, W e Y. Eles são transmitidos de pessoa para pessoa, através de secreções respiratórias, ou seja, podem ser transmitidos por meio da saliva, tosse, espirro ou beijo.

     Como ocorre a infecção?

    A maioria dos casos de doença meningocócica (a meningite e a meningococcemia) ocorre em indivíduos saudáveis. A bactéria invade a corrente sanguínea através da mucosa respiratória, desencadeando a doença em indivíduos desprotegidos. As vacinas são capazes de estimular o sistema imune a combater a invasão do meningococo.

     Quais os sintomas?

    Não se deve confundir essa doença com uma infecção viral. Ela é uma infecção bacteriana. A DMI possui sintomas iniciais inespecíficos, de difícil diagnóstico, podendo levar pacientes a óbito em até 24 horas.

    Os sintomas iniciais podem ser: febre, irritabilidade, dor de garganta e coriza, sonolência, perda do apetite, náuseas e vômitos, dores nas pernas. Esses sintomas iniciais inespecíficos podem ser semelhantes a uma gripe nas primeiras oito horas.

    Depois de 16 a 24 horas, podem evoluir para confusão mental, convulsão, inconsciência, choque séptico, rash hemorrágico na pele e morte.  De 9 a 15 horas, os sintomas clássicos da meningite são: mãos e pés frios, rash hemorrágico, rigidez de nuca, fotofobia.

    Quais consequências?

    No Brasil, dois a cada dez pacientes morrem por doença meningocócica.

    Mundialmente, até 20% dos sobreviventes podem sofrer importantes sequelas, tais como: perda auditiva, perda de membros, comprometimento cognitivo, convulsões, deficiência no desenvolvimento neuropsicomotor, deficiência motora, deficiência visual.

     Somente de crianças?

    O número de casos de doença meningocócica no Brasil em 2018, por faixa etária, foi de:

    Menores de 1 ano: 132 casos; de 1 a 9 anos: 228 casos; de 10 a 19 anos: 207 casos; de 20 a 39 anos: 253 casos; de 40 a 59 anos: 167 casos; de 60 a 79 anos: 59 casos, 60 anos ou mais: 14 casos.

    Repare na alta incidência da DM em adultos jovens (de 20 a 39 anos), ou seja, a maior de todas: 253 casos. Ela está presente e afeta todas as faixas etárias.

    Qual a melhor prevenção?

    Sem dúvida alguma, a forma mais efetiva de prevenção contra a doença meningocócica é a vacinação, que pode ser feita dos 3 meses em diante até os 80 anos de idade.

    Existem duas vacinas contra o meningococo:

    A vacina contra os meningococos A, C, W e Y (quatro bactérias numa injeção só) que pode ser feita da seguinte maneira (intramuscular):

    – de 2 a 6 meses: 2 doses com intervalo de 2 meses e um reforço com 13 meses;

    – de 7 a 23 meses: 2 doses a intervalo de 2 meses; e

    – de 2 anos em diante e adultos até 50 anos: 1 dose

    A vacina contra o meningococo B:

    – de 3 meses a 23 meses: 2 doses a intervalo de 2 meses e um reforço com 13 meses; e

    – maiores de 2 anos até adultos de 50 anos: 2 doses

    Fonte: medinfo@gsk.com

    * Médico pediatra com TEP em pediatria pela AMB (Associação Médica Brasileira) e SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) e diretor da Alergoclin Cevac – Clínica de Vacinação Humana.