Dez mil doses contra febre amarela foram aplicadas neste ano

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A campanha de vacinação contra a febre amarela já imunizou 10 mil pessoas em 2018, segundo a Vigilância Epidemiológica. Os números estão dentro do esperado pelo órgão e campanha segue nas unidades de saúde, ficando disponível o ano todo.

Em 2009, a cidade já havia realizado uma campanha de vacinação em massa contra a doença, após a localização de alguns macacos mortos infectados.

“Acredito que cerca de 40% das pessoas imunizadas nessa campanha tomaram novamente a vacina. Seja pela falta do comprovante ou por medo de serem infectadas”, informou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Elis Diniz.

Quem ainda não tomou nenhuma dose da vacina contra a febre amarela deve procurar uma das unidades básicas de saúde. Quem já foi vacinado pelo menos uma vez não precisa de outra dose.

Até alguns anos atrás, a recomendação era de que a vacina fosse renovada de dez em dez anos, mas, em 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou a orientação quando concluiu que o reforço da dose não é necessário para manter a proteção contra a doença.

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Os interessados devem levar o cartão de vacina e documentos pessoais, como o RG, passaporte ou a carteira de motorista. Os menores de 18 anos podem levar a certidão de nascimento, além de estarem acompanhados dos pais ou responsáveis.

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo prorrogou a campanha de vacinação contra a febre amarela para até o dia 16. Nos dois primeiros meses de 2018, quase 6,5 milhões de pessoas foram vacinadas em todo Estado.

Entre julho de 2017 e fevereiro deste ano, 723 casos de febre amarela foram confirmados no Brasil, sendo que 237 pessoas morreram em decorrência dos sintomas. Outros 785 casos permanecem em investigação. Os números são do portal do Ministério da Saúde.

O vírus da febre amarela é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. Os casos leves causam febre, dor de cabeça, náuseas e vômitos.

Os casos graves podem causar doenças cardíacas, hepáticas e renais fatais. Não existe tratamento específico para a doença. Os esforços se concentram no controle de sintomas e na limitação das complicações.

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