Dengue já soma quase 5.000 casos em Tatuí desde janeiro

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Descarte correto de entulhos ajuda a diminuir os casos de dengue (AI Prefeitura)
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Da reportagem

Os números de casos positivos de dengue têm registrado seguidos recordes em Tatuí neste ano. Novo boletim da Vigilância Epidemiológica, órgão da Secretaria de Saúde, divulgado nesta sexta-feira, 12, apontou aumento de 40,74% nos casos da doença, com 1.433 confirmações em uma semana.

Até sexta-feira da semana passada, 5, a cidade havia somado 3.517 casos. Já nesta sexta-feira, a VE informou ter totalizado 4.950 moradores contaminados – média diária de 204,7 confirmações, ou seja, 8,5 casos de dengue por hora.

Desde janeiro de 2021, o órgão recebeu 6.878 notificações de pessoas com suspeita da doença. Deste total, 1.840 casos foram descartados por meio de exames laboratoriais, 4.950, confirmados e 88 aguardam resultados.

O número sobe diariamente. Somente na quinta-feira, 11, 188 casos foram confirmados na cidade. O índice soma todos os pacientes que receberam atendimento na UPA (unidade de pronto atendimento), no hospital da Unimed e na Unidade de Atendimento à Dengue, da Santa Casa de Misericórdia.

A maioria dos casos é autóctone (contraídos no município) e ocorre na região no Jardim Santa Rita de Cássia. Contudo, conforme a VE, já há registro de casos positivos em todos os bairros da cidade.

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De acordo com a coordenadora da VE, enfermeira Rosana de Oliveira, neste período de chuva e calor, a reprodução do mosquito Aedes Aegypti, que transmite dengue, zika e chikungunya, aumenta significativamente, devido ao maior número de locais favoráveis para a criação dos focos. Por isso, ela alerta ser necessário mais cuidado com a limpeza dos quintais.

Ela aponta que a prefeitura está realizando várias ações no combate à dengue pelas ruas dos bairros onde são registrados os maiores índices de casos autóctones, como eliminação de criadouros, nebulização costal e fumacês (nebulização pesada).

Conforme levantamento da prefeitura, o Departamento de Fiscalização notificou, para limpeza, 1.434 imóveis nos primeiros dois meses deste ano. Deste total, 80 já foram multados pela falta de manutenção. As multas variam de R$ 872,70 a R$ 3.490,80.

“A população precisa se conscientizar e fazer a sua parte, colaborando com a limpeza de residências e terrenos, com medidas simples, para conseguirmos eliminar os criadouros e reduzir o número de infecções pela doença”, pondera a enfermeira.

As orientações são: limpar e verificar regularmente pontos que podem acumular água, como calhas, tonéis, lixeiras e caixas-d’água; esvaziar garrafas e mantê-las com a boca virada para baixo; retirar os pratos de vasinhos das plantas; verificar o tamanho do cano do ladrão, se tiver menos de 1,5 metro, colocar uma tela mosqueteira; deixar pneus e lonas abrigados da chuva; colocar sal ou sabão em pó nos vasos sanitários e ralos não utilizados com frequência; e fazer o tratamento constante de piscinas, da bandeja do reservatório de água atrás da geladeira, de brinquedos nos quintais e de bebedouros de animais.

Para realizar o descarte correto de entulhos e demais materiais, a prefeitura disponibiliza dois ecopontos, que funcionam todos os dias da semana, das 7h às 18h, sendo que, aos sábados e domingos, permanecem fechados das 12h30 às 13h30, para almoço.

Um ecoponto fica rua Flávia de Oliveira, próximo ao número 107, no bairro Jardins de Tatuí, e recebe madeiras, entulhos e materiais recicláveis.

O segundo ecoponto está localizado na rua Victória dos Santos Gomes, sem número, no Jardim Rosa Garcia II, no antigo frigorífico, e recebe sofás, colchões, madeiras, entulhos, eletrônicos (desde que não estejam abertos), pneus e recicláveis.

O munícipe pode denunciar os terrenos sujos e abandonados da cidade, ligando para (15) 3259-8428 ou 3259-8463. A denúncia também pode ser feita na ouvidoria online da prefeitura (http://tatui.sp.gov.br/ouvidoria).

Rosana enfatiza ser necessário ficar atento aos sintomas, pois já houve casos de dengue hemorrágica no município. Ela explica que a doença é considerada mais grave que a chamada dengue “clássica” porque pode levar o doente à morte.

A coordenadora não informou o número de casos graves da doença, contudo, ressaltou que a doença pode continuar a manifestar-se na cidade, caso não haja envolvimento maior da população para erradicar os focos de reprodução do mosquito.

“A dengue hemorrágica é um agravante da dengue clássica. Por isso que a gente pede muito para a população ficar atenta. Por causa desta pandemia, o pessoal esqueceu um pouco dos cuidados para evitar os criadouros, e disparou o número de casos na cidade”, apontou a coordenadora.

“Já tivemos casos de dengue hemorrágica, já teve paciente hospitalizado e estamos registrando pacientes com sintomas intensos. Como se sabe, a dengue não tem remédio, mas a hidratação é fundamental, e sinais de sangramento ou sintomas mais fortes devem ser estudados”, completou.

A enfermeira reiterou que todas as pessoas que apresentarem febre, acompanhada de, pelo menos, dois sintomas, como náuseas, vômitos, manchas avermelhadas pelo corpo, dor nas articulações, dor de cabeça ou dor no fundo dos olhos, devem procurar a Unidade de Atendimento à Dengue, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 17h.

No período noturno e aos finais de semana, é necessário procurar a UPA (unidade de pronto atendimento). Conforme protocolo do Ministério da Saúde, todas as unidades básicas de saúde também atendem suspeitas de dengue, realizam as notificações, a coleta de exames e todas as ações necessárias.

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