Dengue aumentam mais de 500% na pandemia deCovid-19 em Tatuí

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Dr. Jorge Sidnei Rodrigues da Costa – Cremesp 34708 *

Além das medidas protetivas contra a Covid-19, a prefeitura de Tatuí também continua o combate contra a dengue na cidade, já que um aumento expressivo foi registrado no ano passado. Segundo a prefeitura, durante o período da pandemia de coronavírus, os casos de dengue chegaram a aumentar mais de 500% em 2020, em relação ao ano anterior.

Entre janeiro e dezembro do ano passado, 340 pessoas foram diagnosticadas com a doença, sendo 286 a mais em comparação a 2019, quando apenas 54 moradores foram infectados.

De acordo com a coordenadora do Departamento de Combate à Dengue, Juliana Camargo da Costa, é feito um bloqueio dos mosquitos em um raio de aproximadamente 150 metros, a partir do local em que é constatada a proliferação.

  • Em 2019 foram confirmados 54 casos de dengue na cidade, sendo que, desses, 38 eram autóctones e 16, importados.
  • Já em 2020, foram registrados 340 casos da doença. Dos positivos, 314 eram autóctones e 26, importados.
  • De acordo com a prefeitura, em 2021, até o dia 8 de janeiro, havia sete casos confirmados.

A prefeitura está realizando uma campanha para controlar os casos da doença. Equipes estão percorrendo os bairros Santa Rita, Tanquinho, Pacaembu e Novo Horizonte, para conscientizar a população sobre o combate ao mosquito Aedes Aegypti, além de notificar irregularidades em residências.

Já em Itapetininga, em 2019, foram registrados 118 casos da dengue. Em 2020, houve queda no número de casos, sendo registrados apenas 34.

Conforme a prefeitura, com a chegada do verão, vão ser intensificadas as vistorias com apoio de equipes de controle de vetores. Além disso, também darão continuidade ao trabalho integrado entre controle de vetores, fiscalização do setor de posturas e secretaria de serviços públicos.

Sintomas da dengue

Febre alta; dor de cabeça intensa; manchas vermelhas; dor intensa nos músculos; dor nas articulações; coceira leve; inchaço nas articulações (raramente); conjuntivite (raramente); dor atrás dos olhos; náuseas e vômitos;

A dengue também pode causar hemorragias, encefalopatia, choque circulatório, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural, além de poder levar a óbito.

Como evitar

  • Usar tampas adequadas para manter caixas-d’água, cisternas, tonéis e outros recipientes que podem acumular água bem fechados.
  • Trocar diariamente a água dos bebedouros de animais e lavá-los. Se tiver plantas aquáticas, troque a água e lave, principalmente por dentro, com escova e sabão, assim como outros utensílios usados para guardar água em casa, como jarras, garrafas, potes e baldes.
  • Limpar com frequência a piscina, a laje e as calhas removendo tudo que possa impedir a passagem da água. Ficar de olho no telhado e no terraço, caso more em apartamento, para evitar o acúmulo de água.
  • Usar água sanitária ou desinfetante semanalmente para manter os ralos limpos e verificar se estão entupidos. Não vai utilizá-los? Mantenha-os vedados.
  • Jogar no lixo todo objeto que possa acumular água.
  • Instalar a caixa do ar-condicionado de forma que não acumule água.
  • Preencher as depressões em terrenos que podem se tornar possíveis poças de água parada.Ficar atento aos cuidados com bromélias, babosas e outras plantas que podem acumular água. É indispensável tratá-las com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, regando, no mínimo, duas vezes por semana.
  • Deixar lonas usadas para cobrir objetos bem esticadas, para evitar formação de poças d’água.
  • Retirar água acumulada na área de serviço, principalmente atrás da máquina de lavar roupa.

Obs.: a vacina contra a dengue (Dengváxia) protege contra os quatro vírus que causam a dengue(Den 1, Den 2, Den 3, Den 4) e está indicada somente para quem já teve dengue (pelo menos uma vez), dos nove anos em diante. São 3 doses a intervalo de seis meses

Fonte: https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao; arquivos do autor

*Médico com título de especialista em pediatria pela AMB (Associação Médica Brasileira) e SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) e diretor clínico da Alergoclin Cevac – Clínica de Vacinação Humana de Tatuí