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    Conselho da Pessoa com Deficiência de Tatuí elege diretoria

    Também foram eleitos os representantes da sociedade civil na entidade

    Eleição é realizada no plenário da Câmara (Foto: Carlos Serrão)
    Da reportagem
    

    Na manhã do dia 26 de janeiro, quinta-feira, no prédio do Legislativo, o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Tatuí (CMDPC) elegeu a nova diretoria e os representantes da sociedade civil que ficarão à frente do organismo no biênio 2023-2024.

    Também foram indicados os representantes de entidades da área e do poder público. Ao todo, são 12 membros. O novo presidente é Yustrich Azevedo Silva, que terá como vice Renato Moreira dos Santos – ambos representantes da sociedade civil.

    Integram também a diretoria o secretário-geral Vade Manoel Ferreira, da Apodet, e Jeferson Biaggi, indicado pelo poder público como tesoureiro.

    São representantes do Executivo, ainda: Raquel Martins (Secretaria de Saúde), Rosângela Aparecida Domingues Fernandes Silva (Secretaria da Educação), Eronides dos Santos (Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo e Lazer), Marcelino Mendes (Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana) e Ana Rita de Cássia Vieira (Secretaria da Assistência e Desenvolvimento Social).

    Os representantes das entidades são, além de Vade Manoel Ferreira, Caroline Alvim de Almeida (Apae) e Amanda Rother (OAB). O outro membro titular eleito pela sociedade civil, além do presidente e do vice, é Renan Honório Alves de Souza.

    Direitos
    No início do evento, um grupo de 25 alunos da Apae se postou à frente da plateia lotada e mostrou cartazes com os direitos que a Constituição de 1988 garante aos portadores de deficiência.

    Depois foi a vez do depoimento, emocionado, de Tiago Ricardo Ferreira, o único prefeito do Brasil portador de paralisia cerebral. Ele foi convidado a conhecer o CMDPC e acompanhar as eleições.

    “Tenho um problema motor. É normal ser diferente. Não podemos nos vitimizar. Minha família me incentivou e nunca me escondeu. Desde os quatro anos frequentei a Apae e, aos 11, já era alfabetizado”, contou ele.

    “Entrei em uma escola convencional. Foi um desafio, mas me formei em administração de empresas e acabei enveredando para a política por influência do meu pai”, acrescentou.

    Segundo Ferreira, é preciso que o portador de deficiência “supere as dificuldades sem nunca desistir”. “E por que o conselho? A sociedade se acostumou a culpar o poder público, mas o CMDPC tem de se fazer presente, cobrando, mas fazendo sua parte”, afirmou.

    Em seguida à eleição, aconteceu a primeira reunião de 2023. Em seu primeiro pronunciamento como presidente, Silva disse que quer trabalhar pela inclusão, acessibilidade e para que “as coisas saiam do papel”.

    “Conto com os eleitos e com toda a sociedade. É preciso muito trabalho para cobrar as obras de acessibilidade e as ações de inclusão. Esta é a importância da presença de representantes do poder público no conselho”, afirmou.

    “Vamos agir de acordo com o plano de ação do CMDPC. Temos o meio; agora precisamos ir para a nossa atividade-fim. Temos de ter objetividade, vamos focar nisso”, concluiu.

    A próxima reunião do CMDPC acontece na primeira quinta-feira de março, às 9h, no CEU das Artes (rua Cândido José de Oliveira, 475, vila Santa Helena). A participação é aberta ao público.