Comissão criará “fluxo” para atender vítimas de violência

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Anúncio é feito durante o lançamento da campanha “Quebrando o Silêncio” no paço municipal (foto: Diléa Silva)
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Da reportagem

Órgãos, conselhos municipais e entidades civis estão criando uma comissão para apresentar, nos próximos meses, um fluxograma para o atendimento das mulheres vítimas de violência doméstica.

O anúncio foi feito pela presidente do CMDM (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher), Mirna Iazetti Grando, durante o lançamento da campanha “Quebrando o Silêncio”, pelo fim da violência contra a mulher, na tarde de terça-feira, 10, na sala de reuniões do paço municipal.

Segundo ela, a ação faz parte de um projeto construído para orientar os serviços de atendimento a respeito da violência doméstica, a exemplo do “Protocolo de Atendimento à Criança e ao Adolescente em Situação de Violência Sexual do Município de Tatuí”, lançado em maio deste ano.

A presidente contou que, a partir do próximo ano, reuniões periódicas serão realizadas com profissionais que atuam nas redes de serviços que atendem às mulheres na cidade e para que seja montado o fluxograma.

“A intenção é ouvir a demanda de cada setor, as dificuldades de cada um e, depois, criar protocolo de atendimento que possa orientar os profissionais e as mulheres vítimas de violência doméstica”, explicou Mirna.

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Para isso, a presidente acentuou que estão previstas diversas etapas, que envolvem reuniões e debates para o estudo e compreensão dos fluxos internos das principais instituições que atendem a este público, até que possa ser traçada uma forma de padronizar os procedimentos e, consequentemente, evitando a “revitimização” da mulher.

“Queremos que as pessoas que lidam com as mulheres percebam e estejam preparadas para ouvir e acolher essa vítima e, no momento seguinte, encaminhar a informação para que ela chegue ao sistema de Justiça e o agressor seja responsabilizado”, completou a presidente.

Ela revelou que o protocolo trará um organograma constando todos os setores tidos como portas de entrada de denúncias, como escolas, Centros de Referência, delegacias, Conselho Tutelar e outros. Cada órgão será identificado com descrição da função do setor e quais os procedimentos inerentes a cada um deles.

Conforme Mirna, os órgãos responsáveis já estão recebendo os convites para a montagem da comissão e a intenção é começar os trabalhos e reuniões já no início de 2020, para entregar o protocolo pronto ainda no primeiro semestre do próximo ano.

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