Civil anuncia prisão de acusado de ter assassinado garota de programa

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Polícia Civil

Suspeito de assassinato de prostituta foi detido em Novo Mundo/BA

 

A Polícia Civil de Tatuí anunciou a prisão do suspeito de ter assassinado a garota de programa Daila Rafaela Valentim, 25. Balbino Gomes Santana está sob custódia da Justiça do Estado da Bahia, desde o domingo, 24. Ele havia sido detido em Mundo Novo, após ter se envolvido em roubo a um supermercado.

O inquérito do caso é presidido pelo delegado titular do município, José Alexandre Garcia Andreucci. Segundo ele, Daila foi assassinada na madrugada de quinta-feira, 24.

A vítima teve o corpo localizado na manhã de sexta-feira, 25, por populares, que acionaram a Polícia Militar e a divisão de homicídios da Delegacia Central.

Na ocasião, os peritos do IML (Instituto Médico Legal), de Itapetininga, analisaram os ferimentos da vítima. De acordo com a análise preliminar, a PC informou que Daila teria sido espancada. O agressor havia quebrado todos os dentes da frente da boca da vítima e ateado fogo na genital dela.

A mulher também apresentava duas perfurações num dos lados do crânio. O delegado não soube informar se os ferimentos haviam sido provocados por queda (a suspeita inicial era de que Daila tivesse batido a cabeça num eixo de roda de um caminhão). O veículo estava próximo do corpo.

Também havia suspeita de que as perfurações pudessem ter sido provocadas pelo agressor. De acordo com o delegado, o homem poderia ter batido a cabeça dela contra parafusos da lateral da carreta, que estava abandonada.

No decorrer das investigações, a divisão de homicídios apurou que Daila “fazia ponto” no viaduto da vila São Cristóvão. O dispositivo dá acesso às rodovias Mário Batista Mori (SP-141) e Antônio Romano Schincariol (SP-127).

Com base no depoimento de testemunhas, os investigadores apuraram que a mulher costumava receber clientes na alça de acesso a Itapetininga. Na noite do crime, ela teria sido vista saindo com Santana, após ter combinado um programa.

O pedreiro, identificado pelas colegas de trabalho da vítima, estaria trabalhando numa construção próxima ao local onde o cadáver de Daila foi encontrado. O terreno fica atrás das torres de alta tensão e próximo a um motel.

“Nós ouvimos várias testemunhas nesse sentido”, informou Andreucci. O responsável pelo caso disse que Santana teria sido reconhecido pelas colegas da vítima porque as estaria “aterrorizando”.

Uma delas teria sido violentada pelo pedreiro, outra havia sido agredida e uma terceira, obrigada a usar objetos “não convencionais” (um revólver) durante a relação sexual.

O suspeito do homicídio teria levado, ainda, um celular, aproximadamente R$ 350 em dinheiro, uma bermuda e um casaco de Daila. A PC confirmou o roubo dos objetos uma semana depois do assassinato, quando conseguiu ter acesso ao celular da vítima, o que configura latrocínio (roubo seguido de morte).

Conforme Andreucci, o aparelho estava com a filha do dono da construção na qual Santana trabalhava. O homem teria proposto uma troca com a menor de idade, levando o celular dela e deixando o da vítima. Amigos e familiares de Daila reconheceram o aparelho, que seguiu para perícia técnica.

Em função das provas e dos testemunhos, Andreucci representou pelo pedido de prisão preventiva do pedreiro. Santana, porém, teria fugido de Tatuí no sábado, 26. Dois dias depois do crime, a PC recebeu informações de que ele teria conseguido chegar a Cerquilho. O trajeto teria sido feito de ônibus.

Na tentativa de evitar a fuga, policiais civis fizeram campana na rodoviária municipal “Pedro de Campos Camargo”. A equipe, porém, não conseguiu localizar o suspeito. De Cerquilho, Santana viajou para o Estado da Bahia, sendo localizado em Mundo Novo, distante 303 quilômetros da capital, Salvador.

Andreucci recebeu a notícia da prisão do suspeito no domingo, 24. Por telefone, a equipe baiana informou que Santana havia sido detido em flagrante. O pedreiro teria invadido um supermercado e, armado, anunciado assalto.

Segundo o titular, Santana participou do roubo com outros comparsas, entrando armado no estabelecimento. “Ele caiu na filmagem, acabou sendo preso, dispensou a arma e assumiu a autoria do crime”, contou.

Em interrogatório na Bahia, o pedreiro teria confirmado “participação” no latrocínio em Tatuí. Por conta disso, as autoridades de Mundo Novo solicitaram cópia do auto de prisão temporária expedido pela Justiça de Tatuí.

Andreucci também pediu cópia do auto de prisão em flagrante por assalto. O documento será anexado ao inquérito a ser encaminhado ao Ministério Público.

Por ter sido preso em flagrante em outro Estado, Santana não será transferido para Tatuí. Andreucci deve interrogá-lo por meio de carta precatória.

De acordo com o titular, o pedreiro só seria trazido ao município se tivesse sido parado em blitz policial, se apresentado ou denunciado. “Como ele está preso por roubo, não está à disposição da Justiça de Tatuí”, explicou.

Também de acordo com Andreucci, Santana deve permanecer preso mesmo se vier a ser absolvido do roubo (ou terminar de cumprir a pena). “Ele permanecerá detido porque passa a responder pelo latrocínio em Tatuí”.

Caso haja condenação do latrocínio em Tatuí, em sentença antes da soltura dele na Bahia, o suspeito deverá permanecer detido. Conforme o titular, o cumprimento da pena passa a ser automático, permanecendo ele no Estado de origem. “É uma garantia de que ele vai permanecer preso”, declarou Andreucci.

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