Casos de ansiedade e burnout crescem, e ciência é essencial no cuidado com a saúde mental, dizem especialistas 

Janeiro Branco reforça a importância de políticas contínuas de cuidado emocional baseadas em evidências científicas 

O aumento expressivo dos casos de ansiedade, depressão e esgotamento emocional no Brasil tem reforçado a necessidade de tratar a saúde mental como parte central da saúde integral, com abordagens estruturadas e baseadas em evidências científicas. Durante a campanha Janeiro Branco, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) destaca o papel da ciência na promoção do cuidado emocional e no enfrentamento dos desafios contemporâneos da saúde mental.

Referência histórica na formação de profissionais da saúde, a Faculdade Santa Casa de SP tem ampliado, nos últimos anos, sua atuação acadêmica e científica na área, com pesquisas voltadas a temas como burnout em profissionais da saúde, saúde mental no ambiente de trabalho, impacto da tecnologia e da inteligência artificial no cuidado psicológico, além de estudos em neurociência aplicada e bem-estar emocional.

Segundo especialistas da instituição, o crescimento dos transtornos mentais, especialmente no contexto profissional, exige respostas que vão além de campanhas pontuais. “A saúde mental não pode ser tratada como um tema acessório. Ela influencia diretamente a capacidade de tomada de decisão, a qualidade das relações e a segurança no exercício profissional, especialmente na área da saúde”, afirma o professor doutor Marcelo Generoso, docente da Faculdade.

Ao longo dos últimos anos, docentes da Faculdade Santa Casa de SP têm contribuído ativamente para o debate público por meio de estudos científicos, publicações nacionais e internacionais, livros e participação frequente na imprensa, abordando desde o esgotamento emocional em ambientes de alta pressão até questões emergentes, como o impacto das novas tecnologias no comportamento humano e na saúde psicológica.

Além da produção acadêmica, a instituição desenvolve ações internas de conscientização e incentivo ao autocuidado durante o Janeiro Branco, reforçando um posicionamento institucional que defende a saúde mental como uma responsabilidade contínua e coletiva — presente também nas políticas educacionais, organizacionais e de saúde pública ao longo de todo o ano.

Para o professor doutor Pedro Shiozawa, docente da Faculdade, campanhas como o Janeiro Branco são importantes para ampliar o diálogo, mas precisam estar conectadas a estratégias permanentes. “Falar sobre saúde mental ajuda a reduzir estigmas e incentiva a busca por ajuda profissional. Informação de qualidade, acesso ao cuidado e políticas baseadas em ciência fazem diferença real na vida das pessoas”, destaca.

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo se consolida como uma instituição com forte atuação acadêmica, científica e assistencial, com pesquisas voltadas a temas como burnout, saúde mental no trabalho, solastalgia, impacto da tecnologia e da inteligência artificial, neurociência e bem-estar emocional.