
Da Redação
Uma ocorrência de dano e lesão corporal em Tatuí foi registrada na noite de quarta-feira da semana passada, 11. O caso aconteceu por volta das 22h39, no centro, nas proximidades de um posto de saúde., e acabou formalizado no plantão da Delegacia de Polícia durante a madrugada de quinta-feira, 12.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Guarda Civil Municipal conduziu ao plantão um casal, ambos na faixa dos 20 anos, além da mãe da mulher, na faixa dos 40. Todos apresentavam lesões aparentes e teriam passado previamente por atendimento médico na UPA.
Em depoimento, a jovem, que trabalha como autônoma, relatou que mantém união estável com o companheiro, um mecânico, há cerca de três anos, com quem tem um filho de seis meses.
Ela afirma ter ido até uma adega onde ele se encontrava para questioná-lo por “ainda não ter retornado para casa”. Durante a discussão, segundo a versão dela, teria sido atingida com um soco na região do estômago e, para se defender, utilizou um capacete que carregava.
Ainda conforme o relato da jovem, o companheiro a teria puxado para um local sem alcance de câmeras de segurança, onde as agressões teriam continuado.
Já o mecânico apresentou versão diferente: ele declarou que estava no local “ingerindo bebida alcoólica” enquanto aguardava um amigo e que a companheira chegou “exaltada, proferindo xingamentos”.
Segundo ele, ao tentar recuperar um carregador de celular que estaria com ela, iniciou-se a confusão, ocasião em que ela o teria atingido com “golpes de capacete”. O homem negou ter agredido a companheira com socos.
A mãe da jovem, uma faxineira, também prestou depoimento. Ela afirma que, ao saber das supostas agressões contra a filha, dirigiu-se até a residência do genro para questioná-lo.
Segundo sua versão, ele teria confirmado as agressões e afirmado que “poderia repeti-las”. A mulher relata, ainda, que passou a filmar a discussão com o celular, momento em que o homem teria “partido em sua direção, desferindo socos contra seu peito e avançando novamente contra a filha”.
O mecânico, por sua vez, alega ter sido segurado por trás pela sogra enquanto a companheira “danificava seu veículo”. Ele confirma que atingiu a moto da sogra com um bloco, alegando ter agido “em retaliação” após danos causados ao carro dele.
Consta ainda no boletim que houve danos materiais recíprocos, envolvendo um carro uma motoneta. As partes foram cientificadas quanto ao prazo decadencial de seis meses para eventual oferecimento de queixa-crime pelo delito de dano.
Imagens do sistema de monitoramento foram analisadas, porém, conforme registrado, não foi possível constatar, com segurança, a dinâmica exata dos fatos, especialmente quanto à existência de socos ou apenas “movimento brusco” durante a discussão.








