Caged revisa dados e o número de vagas geradas em Tatuí recua 15%

Revisão é referente ao saldo da criação de empregos formais em 2020

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Da reportagem

A revisão dos dados de demissões fez o saldo de criação de empregos formais de 2020 recuar em Tatuí. Pelas novas estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram abertas 468 vagas no ano passado, queda de 15,06% em relação ao dado anterior, que apontava 551 vagas.

O indicador mede a diferença entre contratações e dispensas com carteira assinada. Inicialmente, o Caged indicava terem ocorrido 9.389 admissões e 8.988 desligamentos no ano passado.

Com as revisões, o número de cortes ficou 0,66% maior em relação ao divulgado inicialmente, pulando para 9.048. Já as contratações aumentaram 1,35%, passando para 9.516 nos 12 meses de 2020.

Mesmo com a revisão, o número de vagas geradas entre os meses de janeiro e dezembro de 2020 é o melhor desde 2012, quando a cidade terminou o ano com saldo positivo de 714 novas vagas de trabalho formal.

Ainda segundo o levantamento, com a revisão de 2020, comparadas aos primeiros 12 meses de 2019, quando o município registrou 8.989 admissões, as contrações cresceram 5,86% e as demissões subiram 4,09% (8.692), gerando 57,57% mais vagas (297).

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Nos 12 meses do ano passado, conforme a atualização, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais. A estatística foi liderada pelo comércio, com a abertura de 252 vagas, advindas de 3.265 admissões e 3.013 desligamentos.

Entre os subsetores da atividade econômica, o comércio por atacado (exceto recuperação de veículos automotores) aparece no topo da lista dos que geraram empregos, com mais 301 vagas, advindas de 884 contratações para 583 demissões.

O setor varejista fechou o ano com saldo no vermelho, perdendo 47 vagas – resultado de 2.101 contratações para 2.148 desligamentos. Já o comércio de recuperação de veículos automotores e motocicletas fechou dois postos (280 contratações para 282 demissões).

Na atualização do Caged, o setor industrial aparece em segundo lugar entre as atividades econômicas que mais contrataram em 2020, com 169 novos postos de trabalho, advindos de 2.635 admissões e 2.466 demissões.

A indústria de transformação foi responsável por 2.545 contratações e 2.403 desligamentos, resultando em 142 novas vagas, enquanto a indústria de extrativas abriu 40 novas vagas, advindas de 83 admissões para 43 demissões.

Em terceiro lugar, com a revisão, está o setor de serviços, com 126 postos de trabalho gerados em 2020 – resultado de 3.098 admissões para 2.972 demissões.

Na análise entre os subsetores, o relatório mostra os serviços de transporte, armazenagem e correio em primeiro lugar na lista dos que mais abriram postos. Foram 201 vagas, advindas de 1.143 contratações e 942 desligamentos.

Em seguida, aparecem os serviços de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com mais 23 postos; informação, comunicação e atividades financeiras (imobiliárias e administrativas), com mais oito; e outros tipos de serviços (mais cinco).

Também com saldo positivo em 2020, está a atividade agropecuária, que abriu uma vaga. O grupo, que abrange agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, registrou 181 admissões e 180 desligamentos.

Já o setor da construção civil fechou o ano com saldo negativo. A atividade encerrou 80 postos de trabalho formal – resultado de 337 contratações e 417 desligamentos.

Na área de construção de edifícios, foram 105 vagas fechadas. Já o setor de construção de obras e infraestrutura fechou oito postos e a atividade de serviços especializados da construção civil abriu 33.

Conforme a revisão, o município começou o ano com saldo de empregos no vermelho, fechando 19 postos de trabalho na cidade, com 948 contratações e 967 desligamentos.

Em fevereiro, os números subiram, e 243 novas vagas foram geradas, advindas de 1.062 admissões e 819 demissões. A tendência de saldo positivo foi mantida em março, com mais nove postos.

Houve queda no número de contratações e alta das demissões entre os meses de abril (menos 620 vagas) e maio (menos 691) – os primeiros da quarentena, imposta devido à pandemia do novo coronavírus.

Nos meses seguintes, os saldos mensais voltaram a ficar no azul: em junho, com mais 101 vagas, advindas de 532 admissões para 452 demissões; em julho (mais 93 novas contratações); em agosto (mais 421 postos); e setembro (mais 366).

Até o nono mês, a totalização das vagas abertas ainda não era maior que as demissões ocorridas nos meses anteriores. O saldo no acumulado do ano só voltou a ficar no azul, com 498 novas vagas geradas, no mês de outubro.

Em novembro, outras 293 vagas de trabalho formal foram abertas – resultado de 973 contratações para 680 demissões. Até então, o saldo no acumulado entre janeiro e novembro totalizava a abertura de 694 postos.

Ainda conforme os dados do Caged, em dezembro, o município perdeu 226 postos de trabalho, número que refletiu na totalização do acumulado do ano, baixando-o para 468 novas vagas geradas.

Ano de 2021

Até a manhã desta sexta-feira, 5, os números referentes a 2021 não haviam sofrido alterações no site do Caged. Pelo levantamento mais recente do órgão, com dados de setembro, pelo nono mês consecutivo, as contratações do mercado de trabalho formal em Tatuí fecharam com saldo positivo neste ano.

Conforme o cadastro, o município somou 1.083 admissões e 804 demissões em setembro, resultando na geração de 279 novos postos. Apesar do saldo positivo, o resultado é menor que o do nono mês de 2020, quando o município somou 366 novas vagas.

No nono mês, três dos cinco setores analisados pelo Caged criaram vagas. Segundo o levantamento, a estatística de setembro é liderada pelo setor industrial, com a abertura de 142 novos postos. O saldo é resultado de 298 contratados para 156 desligados.

Vagas no Brasil

Depois de passar por revisões, o saldo de empregos formais gerados no Brasil em 2020 caiu quase pela metade se comparado ao número divulgado inicialmente pelo governo federal.

Segundo dados divulgados em janeiro pelo Ministério da Economia, o indicador havia ficado positivo em 142.690 vagas no ano passado. O número decorreu da diferença entre 15.166.221 admissões e 15.023.531 desligamentos.

Após o registro das novas informações, o saldo do ano passado caiu 46,8%, para 75.883 vagas criadas. O número de cortes ficou 2,2% maior em relação ao divulgado inicialmente, pulando para 15.361.234. Já as contratações aumentaram 1,8%, para 15.437.117.

Em nota à imprensa, o Ministério do Trabalho e Previdência atribuiu a redução do saldo ao envio de declarações fora do prazo, em meio ao início da pandemia de Covid-19 e à adaptação para o novo modelo de declaração eletrônica.

Até 2019, as contratações e as demissões eram informadas manualmente. Em janeiro de 2020, o processo passou a ser realizado de forma eletrônica, por meio da Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).

Em março de 2020, o ME suspendeu a divulgação das estatísticas por dois meses. Na ocasião, a pasta alegou que, durante o processo de adaptação ao novo sistema, diversas declarações de demissões tinham sido preenchidas de forma errada e que o processo de retificação fora comprometido pela pandemia.

Até aquele momento, apenas os dados do Caged de dezembro de 2019 haviam sido divulgados. Os números só voltaram a ser apresentados no fim de maio de 2020, com os dados de janeiro a abril do mesmo ano e uma nova metodologia, que passou a incluir trabalhadores temporários e bolsistas, impossibilitando a comparação com o Caged de anos anteriores.

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