Brasileiros da região Sudeste foram os que menos cortaram gastos durante a pandemia

Da assessoria da Serasa

A pesquisa Pandemia e os Impactos Financeiros, realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, revela uma radiografia da vida financeira dos brasileiros após dois anos de enfrentamento da Covid-19 e os reflexos dessas transformações nos hábitos de consumo, lazer e comportamento.

O estudo, que ouviu brasileiros de todos os estados, mostra que o dinheiro vivo está sendo substituído pelo Pix, os gastos em casa passaram a ser prioritários e caíram drasticamente os investimentos com lazer externo.

Renda em queda, pagamentos em dia

A pesquisa constata que a renda diminuiu para um terço da população brasileira entrevistada (34%), tendência também registrada na região Sudeste. Em contrapartida, os gastos aumentaram para 63% dos entrevistados, que apontaram as maiores altas de preços nos supermercados.

Esse contexto não impediu que 51% dos brasileiros mantivessem o pagamento das contas em dia, adotando como principal medida o corte das despesas desnecessárias.

Os moradores do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo foram os que menos recorreram a essa saída e também os que menos precisaram de uma atividade extra para complementar a renda.

Muitas lições de como lidar com o dinheiro foram assimiladas no confinamento: 67% dos entrevistados de todo o país disseram que agora dão mais importância em ter dinheiro guardado, 62% admitiram ter aprendido a cuidar melhor do dinheiro, 54% perceberam que gastavam muito com o que não precisava, 42% passaram a fazer um planejamento financeiro e 48% declararam ter uma reserva guardada.

As contas prioritárias 

A pesquisa constatou que, ao pagar contas, os brasileiros deram prioridade para planos de saúde (88%), seguros (87%), serviços de assinatura como Netflix e Amazon (84%), escolas ou faculdades (82%) e aluguel (81%).  Os pagamentos em dia das contas da área de saúde revelam que a população se preocupa com o próprio bem-estar.

Com maior tempo de permanência em casa, era esperado que as formas de entretenimento também migrassem para dentro dos lares, colocando as plataformas de streamings como uma das prioridades no ranking de pagamentos.

Como as instituições de ensino encontraram no modelo digital uma forma de dar continuidade aos cursos, aumentou o pagamento pontual das mensalidades. E o pagamento da moradia, mesmo com o desafio da redução de renda para muitos, também segue como uma das prioridades.

Cartão de crédito e Pix lideram os pagamentos

Com a chegada do Pix e outras soluções digitais o dinheiro em espécie não figura mais entre as três principais opções de pagamento do brasileiro. Antes da pandemia os pagamentos eram realizados com cartão de crédito, cartão de débito, dinheiro vivo, aplicativo do banco e carteiras digitais, nesta ordem. Dois anos depois, o cenário mostra a liderança do Pix e do cartão de crédito. Entre todas as regiões, a Sudeste é a que menos utiliza o Pix para os pagamentos.

O lazer sofreu cortes e os empréstimos aumentaram 

Declararam não gastar dinheiro com lazer 31% dos entrevistados, enquanto 58% disseram ter reduzido esses gastos. Os moradores do Sudeste e do Sul foram os que mais cortaram as despesas com passeios.

Para pagar as dívidas, 32% dos brasileiros entrevistados fizeram um acordo durante a pandemia e 37% recorreram a empréstimo no banco, com amigos ou familiares.

A quantia solicitada foi de até R$ 3.500,00 e a maior parte optou pelo parcelamento em até 24 meses.  A região Sudeste apresentou o maior número de pessoas que pediram dinheiro aos familiares.


Metodologia da Pesquisa
Número de entrevistas: 2.032 via online
Período da coleta: 20/01/2022 a 02/02/2022
Gênero: Mulheres 52%, Homens 48%
Classe Social: AB (18%), C (37%), D (26%), E (19%)

Instituto: Opinion Box

A pesquisa completa está no link: https://www.serasa.com.br/blog/pesquisa-2-anos-pandemia/

Sobre a Serasa
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