Apenas 3 escolas estaduais atingem meta estipulada por governo federal

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David Bonis

Escola Municipal ‘Eugênio Santos’, localizada no centro, que recebeu nota 6,3

 

Nem metade das escolas estaduais de Tatuí voltadas à formação de base atingiram as notas determinadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), ligado ao Ministério da Educação.

Isso de acordo com dados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), divulgados na semana passada. Essa realidade, no entanto, não é mesma entre as instituições municipais de ensino.

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O Ideb consiste numa “nota” para escolas públicas de ensino fundamental de todo o país, determinada com base nas taxas de aprovação dos alunos.

Também se usa como referência a média de desempenho dos estudantes em provas aplicadas pelo Inep, como a “Prova Brasil”. Os alunos avaliados são os de “anos iniciais” (4ª série e 5º ano) e “anos finais” (8ª série e 9º ano).

O instituto divulga as médias das escolas a cada dois anos, junto com a projeção da nota que cada instituição de ensino deve atingir no futuro. A ideia, segundo o ministério, é “estimular cada escola a aumentar gradativamente seus índices”.

De acordo com a pasta, o objetivo é atingir média seis até 2022, nota “correspondente ao sistema de ensino de países desenvolvidos”.

Segundo dados do mais recente levantamento, realizado em 2013 – mas divulgado recentemente -, das nove escolas estaduais no município que passaram pelo processo de avaliação, apenas três atingiram nota projetada para este ano. Em 2011, seis unidades alcançaram a média projetada pelo Inep.

A Escola Estadual “Professor Deócles Vieira de Camargo”, localizada na rua 7 de Maio, 828, recebeu a melhor nota (5,8). A meta estabelecida para 2014 era 5,0.

Em seguida, aparecem as escolas “Professor Fernando Guedes de Moraes”, localizada no Jardim Lucila, e “Professora Semíramis Turelli Azevedo”, estabelecida no Jardim Tókio, ambas com nota 4,8.

Já as escolas estaduais “Professora Altina Maynardes Araujo” (4,4), “Professor Ary de Almeida Sinisgali” (3,3), “Barão de Suruí” (4,2), “Chico Pereira” (4,5), “Professor José Celso de Melo” (4,8) e “Professora Lienette Avalone Ribeiro” (4,6) não atingiram o índice projetado.

Houve retrocesso apenas no caso da escola “Ary de Almeida Sinisgali”, localizada na vila Esperança. Na avaliação anterior, a unidade atingiu nota 3,9. Para 2014, a projeção era 4,1.

A Derita (Diretoria de Ensino da Região de Itapetininga), responsável pela coordenação das escolas estaduais de Tatuí, foi procurada pela reportagem de O Progresso para manifestar-se sobre os índices.

A assessoria da instituição informou que era necessária autorização da Secretaria Estadual de Educação para que um dos membros da Derita falasse. Por sua vez, a secretaria também se pronunciou.

O setor de imprensa da instituição ressaltou, contudo, que poderia posicionar-se apenas quanto às notas gerais que o Estado de São Paulo recebeu do Ideb, “mas não sobre médias locais”.

Por nota, a assessoria do órgão destacou que “o Estado de São Paulo avançou nas duas fases do ensino fundamental (ciclo 1 e ciclo 2). No ensino médio, São Paulo manteve-se como a segunda melhor rede”.

De acordo com o Censo Educacional de 2012, há 269 professores na rede estadual de Tatuí para 5.300 alunos matriculados no ensino fundamental.

Em média, são cerca de 20 alunos para cada professor. No ensino médio, onde há 251 professores para 4.200 estudantes, são 17 alunos para cada docente.

O Censo Educacional mostra, ainda, números semelhantes em relação às escolas municipais de ensino fundamental do município. De acordo com o levantamento, são 21 alunos para cada professor.

A realidade entre o ensino estadual e municipal distingue-se em relação às notas do Ideb. Entre as escolas geridas de forma local, das 25 avaliadas pelo Inep, 12 atingiram a meta estipulada pelo instituto ou ultrapassou a nota projetada.

Das 16 unidades de até 5o ano do ensino fundamental, metade superou a meta e uma – a Escola Municipal “Professora Maria Eli da Silva Camargo” (5,2) – atingiu índice estabelecido.

São elas: Escola Municipal “Professor Acácio Vieira de Camargo” (5,4), EM “Eugenio Santos” (6,3), Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor “Firmo Antonio de Camargo Del Fiol” (5,6), Emef “Professor José Galvão Sobrinho” (5,5), EM “Professora Ligia Vieira de Camargo Del Fiol” (5,1), EM “Professora Magaly Azambuja de Toledo” (5,4), EM “Professora Maria da Conceição Oliveira Marcondes” (5,7) e Emef “Professora Sarah de Campos Vieira dos Santos” (6,4).

Duas das três escolas municipais que receberam as melhores notas no Ideb ficam localizadas na região central do município. A instituição que recebeu a pior nota foi a Emef “Professora Eunice Pereira de Camargo” (4,9), localizada no bairro Jardins de Tatuí.

Não atingiram as metas as escolas: EM “João Florêncio” (5,6), EM “Professor José Tomas Borges” (5,5) e EM “Professora Teresinha Vieira de Camargo” Barros (5,8).

Já as Emef “Professora Maria Helena Machado” (5,1) e Emef “Professor Mauro Antonio Mendes Fiusa” (5,7) não tinham notas preestabelecidas porque essa foi a primeira vez em que receberam a avaliação do Ideb.

Entre as escolas municipais de 8ª série e 9o ano avaliadas pelo Inep, três das quatro unidades atingiram a meta. A única não elevada a essa condição foi a Emef “Professora Maria Helena Machado”, avaliada pela primeira vez. A meta da instituição para o próximo Ideb é prevista em 4,4.

Já as escolas “Ayrton Senna da Silva” (4,8) e Emef “Professor Alan Alves de Araujo” (4,3) atingiram a nota exigida pelo Inep. A única que avançou foi a Emef “Professora Lígia Vieira de Camargo Del Fiol” (4,2), cuja meta estabelecida para 2014 era de 3,9.

A secretária municipal de Educação, Cultura e Turismo, Ângela Sartori, foi procurada pela reportagem de O Progresso para comentar os resultados e projetar desafios. No entanto, ela está de férias.


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