Apae sedia encontro para discutir ação de enfrentamento í  violência

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A Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), de São Paulo, promove em Tatuí o “Encontro Municipal de Enfrentamento à Violência Contra Crianças e Adolescentes com Deficiência”. O evento acontece neste mês e faz parte do projeto “Todos Pelos Direitos: Deficiência Intelectual, Cidadania e Combate à Violência”, idealizado pela entidade e patrocinado pela Petrobras.

Profissionais da unidade, de saúde e educação, e de outras organizações poderão participar de duas reuniões. A primeira está agendada para o dia 30 e, a segunda, para o dia 31 deste mês. Os debates acontecerão na unidade da Apae tatuiana, à rua Dr. Olavo Ribeiro de Souza, sem número, no Jardim Wanderley.

Em nota enviada à imprensa por meio de assessoria, a Apae de São Paulo divulgou que o objetivo é “buscar a formação, articulação e mobilização de atores sociais e das redes municipais de defesa e garantia de direitos da criança e do adolescente”. Tudo isso “junto a quatro segmentos estratégicos”. São eles: assistência social, educação, saúde e justiça e segurança pública.

Também fazem parte do propósito dos debates orientações para a identificação, intervenção e prevenção de situações de violência e violação de direitos das pessoas com deficiência intelectual. Nos dois dias, eles acontecerão às 14h.

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Por meio da organização de encontros nos municípios do Estado de São Paulo, o projeto propõe reflexões em torno de três temas “considerados essenciais na garantia dos direitos da criança na situação de deficiência intelectual”. O evento contempla debates sobre deficiência, violência e trabalho em rede.

Ao todo, o projeto alcançará 43 municípios paulistas, 37 com ações diretas e seis com monitoramento nas cidades que já participaram do biênio da primeira fase do projeto.

A iniciativa encontra respaldo em dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Banco Mundial (2012). Conforme a Apae de São Paulo, os dois órgãos relatam que pessoas com deficiência encontram barreiras no acesso aos direitos humanos fundamentais (saúde, transporte, educação, moradia e emprego).

Desta forma, ficam excluídas e ficam “mais vulneráveis à violência direta e violação de seus direitos”, segundo a supervisora do projeto Deisiana Campos Paes.

A integrante da Apae de São Paulo enfatizou que “pessoas com Deficiência Intelectual estão em situação ainda mais frágil, devido às dificuldades de elaboração e comunicação dessas experiências” e citou dados do último censo demográfico do IGBE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o levantamento populacional, só no Estado de São Paulo, vivem mais de 503 mil pessoas com deficiência intelectual. Daí, a importância do projeto.

Para colaborar com a iniciativa, os interessados podem ligar para (11) 5080-7000, acessar www.apaesp.org.br ou enviar e-mail para atendimento@apaesp.org.br.


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