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    Apae de Tatuí celebra inauguração de CCIA com fomento da Lei Paulo Gustavo

    Centro Cultural de Inclusão e Arte tem nome em homenagem a Pedro Couto

    Alunos da Apae fazem apresentações (Foto: Divulgação/Apae)
    Da reportagem

    Na manhã de quinta-feira da semana passada, 5, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (a Apae de Tatuí) celebrou a inauguração do Centro Cultural de Inclusão e Arte (CCIA), espaço que leva o nome do professor Pedro Couto, o qual também teve uma placa apresentada em homenagem a ele pelos anos de dedicação à instituição.

    Segundo Agda Borges, agente cultural, o novo espaço proporcionará uma ampla gama de atividades culturais, pois, além de ser um local para as apresentações e eventos festivos da escola, sediará as oficinas realizadas diariamente para os usuários da instituição.

    Atualmente, o espaço oferece sessões de cinema semanais tanto para os usuários quanto para a comunidade em geral. Até maio de 2025, o local estará disponível gratuitamente para agendamentos e uso por artistas locais, dentro de projeto contemplado pela Lei Paulo Gustavo. O CCIA também pode ser alugado para eventos sociais e empresariais.

    “O novo espaço é extremamente importante para os nossos usuários, pois oferece um local confortável e acessível, onde as oficinas podem ocorrer de forma mais eficiente e inclusiva”, relata Agda.

    Ainda de acordo com a agente cultural, o espaço garante um ambiente adaptado para pessoas com ou sem deficiência, facilitando a participação de todos nas atividades e promovendo a inclusão social e o bem-estar dos assistidos.

    O CCIA também visa “descentralizar a cultura”, atingindo diversos bairros, como Jardim Wanderley, Jardim Lucila, CDHU Orlando Ribeiro de Souza, Village, Residencial Alvorada e Jardim 11 de Agosto, entre outros.

    “Isso possibilita que mais pessoas da comunidade tenham acesso à cultura e à arte, que antes estavam mais concentradas em áreas centrais”, completa.

    O projeto de revitalização do espaço foi realizado por meio da Lei Paulo Gustavo. O valor recebido para a execução foi de R$ 400 mil, com apoio da Secretaria de da Cultura, Economia e Indústria Criativas, do governo do Estado de São Paulo, e do Ministério da Cultura, do governo federal.

    “Esse fomento foi fundamental para a melhoria da infraestrutura e acessibilidade do local, ampliando o acesso a diversas formas de arte, como teatro, dança, coral, balé, fanfarra e musicalização, além de proporcionar sessões de cinema inclusivo com conforto e acessibilidade.”, comenta Agda.

    As oficinas que antes aconteciam em outros locais serão agora centralizadas no CCIA. A partir de janeiro de 2025, serão abertos os agendamentos, com o “objetivo de incentivar a inclusão por meio da arte, promovendo um ambiente acolhedor e acessível para todos”.

    Organizado pela agente cultural, juntamente à equipe de projetos e captação, o evento contou com a presença de autoridades, parceiros e membros da comunidade.

    O corte simbólico da fita foi realizado pela aluna Graziela Amaral, pelo presidente da Apae, Paulo Cardoso, e pela gestora executiva, Daliane Miranda, que também escreveu o projeto. Em seguida, os presentes assistiram a vídeos institucionais e sobre o novo ambiente.

    A arquiteta Gislaine Fogaça, responsável pelo projeto arquitetônico e que doou seus serviços à instituição, apontou os detalhes que tornam o espaço mais inclusivo e acolhedor.

    O diretor do Departamento Municipal de Cultura, Rogério Vianna, foi convidado para uma fala, na qual destacou: “Este espaço é um símbolo de que a inclusão e acessibilidade são indispensáveis em qualquer projeto que vise o bem coletivo. A Apae, com sua trajetória de dedicação e excelência, nos ensina diariamente que cada indivíduo tem um potencial único e insubstituível. Este centro cultural será o palco onde esse potencial encontrará a oportunidade de brilhar”.

    O evento também contou com a presença de representante da Feapaes (Federação Estadual das Apaes), Luís Fernando, que enfatizou a relevância do espaço para o fortalecimento das ações da Apae e o incentivo à inclusão cultural.

    A inauguração ainda teve apresentações culturais do grupo de dança Integrarte, com apoio do Condeca (Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente), sob o comando do professor Pedro Couto; do coral da Apae, dirigido por Gabriel Carbona; e do grupo de hip-hop liderado pela professora Jucimara Santos, com a participação especial de Emerson Henrique, do grupo Instinto Urbano Crew.

    “O solo da atendida Isabelly emocionou o público, enquanto a exposição artística da professora Ive Mariana Saad brilhou como o destaque que abrilhantou o espaço, revelando o talento dos alunos”, relatou a Apae, em nota divulgada à imprensa.

    Encerrando a cerimônia, um café reuniu apoiadores e convidados para celebrar o momento. “O CCIA, agora Centro Cultural de Inclusão e Arte Pedro Couto, reafirma o compromisso com a inclusão e a transformação social por meio da arte”, completa o material divulgado à imprensa.