
Raul Vallerine
Um Novo Ano se inicia, e com ele, 365 novas chances de fazer diferente. Que em 2026 nossa fé seja inabalável, nossa esperança, contagiante, e nosso amor, transformador. Que saibamos encontrar força nas adversidades e motivos para agradecer em todos os momentos.
O Ano Novo sempre traz consigo uma atmosfera indefinida. De um lado, a correria, os compromissos, as despedidas e as metas que talvez não tenham sido alcançadas.
Do outro, uma pausa silenciosa quase inevitável, que convida cada pessoa a olhar para dentro.
É nesse intervalo entre o que termina e o que começa que muitos percebem algo profundo: passaram o ano sobrevivendo, mais do que vivendo.
O ano que chega não é uma mágica. Ele não apaga dificuldades, não reorganiza sozinho os nossos sonhos, não transforma rotinas inteiras de um dia para o outro.
Mas ele oferece algo que, por si só, já carrega uma força imensa, a chance de recomeçar.
A fé, em suas diversas expressões, também nos ensina isso. Ela nos lembra que a vida é feita de recomeços possíveis, mesmo quando tudo ao redor parece permanecer igual.
A fé sussurra que ainda existe algo a ser vivido, descoberto, reconstruído. Que não estamos limitados àquilo que fomos no ano anterior. Que o novo pode nascer dentro de nós antes mesmo de nascer no calendário.
É o nosso psicológico que completa essa visão ao afirmar que mudança não acontece quando desejamos um ano diferente, mas quando nos autorizamos a sermos diferentes dentro dele.
Quando permitimos que nossos dias tenham mais sentido, mais presença, mais verdade. Viver, de fato, é um ato contínuo de escolha, mesmo em meio ao cansaço, às incertezas ou às circunstâncias difíceis que insistem em nos acompanhar.
Talvez a grande reflexão para esse novo ano seja justamente essa: como posso viver mais plenamente, mesmo com as imperfeições da vida?
Às vezes, isso começa com passos pequenos: respirar com mais calma, pedir ajuda, estabelecer limites, construir rotinas mais gentis, retomar algo que dá prazer, abrir espaço para conexões que alimentam a alma.
Outras vezes, começa por dentro, quando reconhecemos que merecemos mais do que sobreviver, merecemos viver com plenitude. Que o próximo ano não traga cobranças, mas um convite. Um convite para viver dias mais conscientes, relações mais verdadeiras, escolhas mais alinhadas com quem você é.
Um convite para cuidar da própria história com delicadeza. Um convite para deixar que a esperança encontre algum lugar para florescer, mesmo que seja aos poucos, mesmo que seja só um fio de luz por vez.
Final de ano é momento de festa e celebração, mas também de reflexão, de análise e de recomeços. Para trás fica um ano que agora acaba, e dele devemos guardar todos os aprendizados e momentos felizes que tivemos com as pessoas que amamos.
Em todo ano que se inicia nós ganhamos uma ótima oportunidade de eliminar tudo que já não traz felicidade para nossas vidas e assim obtemos mais espaço para vivermos novas alegrias. Vamos nos cercar de pensamentos positivos e continuar a dar o nosso melhor sempre que possível.
Devemos sentir alegria e gratidão por mais um ano vivido e, apesar de tudo que tenha acontecido, o importante é que chegamos até aqui, mais experientes, mais fortes e com mais sabedoria.
Nos tempos atuais, com a justa preocupação de preservarmos as coisas que adquirimos, esquecemos por vezes de destacar a importância de cultivarmos também nossos “valores humanitários”.
Essas espécies quase extintas como honestidade, amizade, compreensão, amor, empatia, fidelidade, bondade e outros sentimentos necessários e primordiais para nossa sobrevivência em um mundo que não dá tanto valor a isso.
A felicidade não é, portanto, um momento, mas sim a consequência de nossa forma de viver, de enfrentar a vida, de se preocupar com o próximo de nos lapidarmos para sermos pessoas melhores.





