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Da redação
Em comunicado feito pela Nunciatura Apostólica no Brasil, nesta terça-feira, 25, o papa Francisco nomeou dom Luiz Antônio Lopes Ricci, de Bauru, como o novo bispo da diocese de Itapetininga, da qual Tatuí faz parte. Ele fica no lugar do atual bispo dom Gorgônio Alves da Encarnação Neto.
De acordo com o comunicado, Ricci era bispo em Nova Friburgo (RJ). Nascido em Bauru no dia 16 de maio de 1966, foi ordenado presbítero em 10 de julho de 1997, em sua cidade natal, e, em 10 de maio de 2017, designado pelo papa como bispo auxiliar de Niterói (RJ), tendo recebido a ordenação episcopal no dia 16 de julho 2017, no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, em Bauru.
O nomeado bispo de Itapetininga possui graduação em teologia, bacharelado (convalidação) pela faculdade João Paulo II (2013); graduação e licenciatura plena em filosofia, pela Universidade do Sagrado Coração (1996); mestrado em teologia moral, pela Pontifícia Universidade Lateranense (1999); e doutorado em teologia moral, pela Pontifícia Universidade Lateranense (2007).
Dom Ricci ainda possui livro publicado pela editora Paulus, com o título “Morte Social: Mistanásia e Bioética”.
“Neste tempo em que celebramos o ano jubilar (período de perdão e bênçãos na Igreja Católica), desejamos que este novo momento seja sinal de esperança e anúncio do evangelho”, declara o comunicada da diocese.
“Que seu governo seja uma fonte de luz e inspiração, promovendo a união, o diálogo e o fortalecimento da fé junto ao povo da diocese de Itapetininga”, segue o comunicado.
“Que Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira desta diocese, o abençoe com sabedoria e graça, para que guie a igreja particular confiada ao seu pastoreio como verdadeiro discípulo missionário de Jesus”, complementa.
O novo bispo da diocese de Itapetininga emitiu uma nota dizendo ter se surpreendido com o comunicado de que havia sido nomeado para o cargo: “Confesso que, como Maria, fiquei ‘perturbado’, considerando que me sentia muito bem aqui na querida diocese de Nova Friburgo e achava que permaneceria por um tempo maior”.
“Não esperava, do ponto de vista humano, uma transferência agora. Sempre acreditei que o Espírito Santo conduz a igreja e diante desse fato quem sou eu para não aceitar um ‘chamado de Deus’ para uma nova missão? Deus sabe que, mesmo com temor e tremor, sempre procurei atender ao seu chamado e buscar o que Ele quer para mim”.
Ricci afirmou, após cinco anos no governo da diocese atual e oito no estado do Rio de Janeiro: “Deixarei este local que aprendi a amar, ciente de que não obstante às minhas fragilidades, procurei deixar uma humilde contribuição na missão evangelizadora desta querida diocese que me acolheu com muito amor, alegria e docilidade para colaborar, de modo sinodal, na missão eclesial”.
Ele comenta que gostaria que a transferência não prejudicasse o percurso da quaresma, que está para ser iniciado, juntamente com a Campanha da Fraternidade.
“De acordo com o informado, a posse na diocese de Itapetininga está prevista para a Oitava da Páscoa (período de oito dias de celebração da ressurreição de Jesus Cristo, que ocorre após o domingo de Páscoa), portanto, até lá faremos a transição de modo sereno, orante e fraterno”, finaliza.