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    Conservatório de Tatuí recebe sopranista Bruno de Sá na terça

     Bruno de Sá, que estará em Tatuí (Foto: Divulgação/Conservatório de Tatuí)
    Da redação

    O Conservatório de Tatuí traz para a Capital da Música, na próxima terça-feira, 14, às 20h, o sopranista Bruno de Sá. O artista fará concerto gratuito no Teatro “Procópio Ferreira” ao lado de seis instrumentistas, com o tema “Roma 1700”, que traz obras do período barroco.

    Os ingressos podem ser retirados pela plataforma INTI ou na bilheteria do teatro, de terça-feira a sexta-feira, das 13h às 16h e das 17h às 20h.

    “Radicado em Berlin, Bruno de Sá é um jovem brasileiro que tem conquistado cada vez mais o público no cenário musical europeu”, informa a assessoria de comunicação do CDMCC.

    Em sua estreia, no Bayreuth Baroque Opera Festival, o jornal Le Monde declarou que Bruno é uma “nova estrela no firmamento”. Na crítica musical feita por Marie-Aude Roux para o mesmo jornal, ela cita que, “de olhos fechados, é impossível distinguir que a voz de ‘ouro líquido e agudos estratosféricos’ são de um rapaz. Seu raro timbre vocal (sopranista), além de fruto do seu trabalho musical, deve-se a uma característica física: sua laringe é menor que o tamanho médio prevalente no biotipo masculino, o que resulta num timbre vocal agudo”.

    “Ao se observar os vários conjuntos musicais, como uma banda ou uma orquestra, percebe-se que os instrumentos agudos são sempre menores que os instrumentos graves”, segue a publicação.

    O concerto “Roma 1700” oferece ao público uma imersão no repertório sacro realizado na cidade de Roma durante o século 18. Acompanhado por Marcus Held e Roger Ribeiro no violino, Carlos Martins na viola, João Guilherme Figueiredo no violoncelo barroco, Gustavo D’Ippolito no contrabaixo e José Renato Gonçalves no cravo e órgão, Bruno de Sá interpreta personagens femininas de cantatas e árias de Oratórios.

    Papéis que, em razão do decreto de 1588 do papa Sisto V, que baniu as mulheres de representações cênicas nos Estados Papais, passaram a ser cantados por “Castrati”.

    Foi essa ordem papal que deu origem ao fenômeno da castração com objetivos musicais, para que papéis femininos continuassem a existir nas óperas e palácios principescos de Roma, mas sempre a partir de um elenco totalmente masculino. Proibição que vigorou até o fim do século 19.

    “Por meio da sonoridade rara da voz de Bruno de Sá, o público poderá apreciar o estilo barroco único deste período e todas as suas possibilidades virtuosísticas. Um repertório que conecta a plateia com o universo sacro desta época em uma viagem singular no tempo pela música”, conforme a assessoria.