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    Área central de Tatuí terá calçadas acessíveis ainda neste 1º trimestre

    Direitos Humanos anuncia avanços na área de inclusão e acessibilidade

    Secretária Elaine Miranda recebe uma das vans adaptadas em Sorocaba (Foto: AI Prefeitura)
    Da reportagem

    Algumas ruas da área central de Tatuí ganharão calçadas preparadas para o acesso de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. O município deve construir calçadas com rebaixamentos de rampas e a instalar piso tátil, ainda no primeiro trimestre do ano.

    O anúncio foi feito na tarde de quarta-feira, 8, pela secretária dos Direitos Humanos, Família e Cidadania, Elaine Miranda. A O Progresso de Tatuí, ela apontou diversos avanços na área de inclusão e acessibilidade.

    De acordo com a gestora da pasta, a construção das calçadas acessíveis será realizada com recurso de R$ 250 mil, recebido por meio do programa “Cidade Acessível” – desenvolvido em parceria com as secretarias dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Desenvolvimento Regional do estado de São Paulo.

    O processo de licitação para a contratação de empresa especializada para a construção das calçadas começou na mesma quarta-feira, 8, e a previsão é de que as obras sejam iniciadas até o mês de março.

    Conforme Elaine, as calçadas serão construídas com destinos entre o Largo do Mercado e o terminal rodoviário “Pedro de Campos Camargo”, passando pelas ruas com maior número de comércios e bancos.

    A rota do projeto ainda inclui dois dos principais centros de atendimento à pessoa com deficiência: Apodet (Associação das Pessoas com Deficiência em Tatuí) e CIR (Centro Municipal Integrado de Reabilitação).

    Uma calçada sairá do terminal de ônibus do Mercado Municipal “Nilzo Vanni”, no Largo do Mercado, e irá até a rua 11 de Agosto, seguindo pela mesma via até o CIR, que fica na praça Adelaide Guedes, e, dali, desce pela rua São Bento até a rodoviária.

    Outro acesso começará no cruzamento da rua 11 de Agosto com a José Bonifácio, passando pela praça de alimentação, na rua Santa Cruz, e seguindo pela rua Coronel Aureliano de Camargo até a Apodet.

    Para definir as ruas que receberão as melhorias, a SDHFC consultou os associados da Apodet. Segundo Elaine, a intenção é atingir todo o município com calçadas acessíveis. Contudo, para as mudanças, foi necessário definir algo dentro do recurso disponibilizado inicialmente.

    “Nós fomos na Apodet perguntar para os usuários, pois ninguém é melhor do que eles para indicar onde seria mais necessário. Então, eles apontaram onde queriam que ficassem essas calçadas e definiram o trajeto”, contou a secretária.

    O coordenador da Apodet, Vade Manoel Ferreira, classificou a conquista como um “avanço importante, no sentido de garantir acessibilidade não somente às pessoas com deficiência, mas também àquelas com mobilidade reduzida”.

    Segundo Ferreira, o município tem pelo menos 10 mil pessoas com deficiência (entre leves, moderadas e graves), e, deste público, grande parte ainda deixa de sair de casa, até mesmo para tarefas do dia a dia, devido à falta de mobilidade.

    “Com a calçada acessível, é possível trazer essas pessoas de volta para a sociedade, e elas ganham o direito de acessibilidade que está na LBI (Lei Brasileira de Inclusão) e o que todo cidadão tem, que é o de ir e vir”, apontou o coordenador.

    “Este é um passo pequeno, mas muito importante para garantir a acessibilidade no município”, afirmou Ferreira.

    Ele também pontuou a necessidade de expandir o projeto de acessibilidade para outras áreas, a exemplo do município de Socorro (SP), localizado na Serra da Mantiqueira – referência internacional em cidade acessível.

    A estância hidromineral de Socorro ganhou destaque internacional, nos últimos anos, pelos investimentos em projetos de acessibilidade. A proposta de inclusão começou pelas atividades turísticas e se estendeu para os serviços urbanos, públicos e privados.

    Praticamente todos os pontos e equipamentos públicos, culturais e turísticos da cidade foram ou estão sendo adaptados com rampas, piso tátil e outros tipos de ferramentas para permitir o acesso de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

    “Em Socorro, eles também começaram aos poucos e, hoje, têm a cidade totalmente acessível. Hotéis, lanchonetes, serviços públicos, ruas e calçadas estão prontos para receber a todos, sem exceção, e Tatuí pode também conquistar isso”, comentou o coordenador.

    A secretária Elaine afirmou que a acessibilidade é uma das prioridades da pasta para os próximos anos. Segundo ela, outros investimentos já ocorreram e devem trazer avanços para o setor de mobilidade.

    Ainda em convênio com o governo do estado, o município recebeu duas vans adaptadas para o transporte de pessoas com deficiência. Os veículos foram entregues em dezembro do ano passado, em evento realizado em Sorocaba.

    Os veículos adaptados serão utilizados para ampliar o programa “Porta/Porta”, da prefeitura, que funciona desde agosto de 2021. Eles possuem lugares para nove passageiros, sendo três exclusivos a quem utiliza cadeiras de rodas (há espaço também para acompanhantes).

    Todos os veículos são equipados com sistema de elevador para acesso da cadeira de rodas, além de ar-condicionado, fixadores e cintos de segurança, visando garantir maior mobilidade e conforto aos usuários.

    O diretor do Departamento da Pessoa com Deficiência, órgão pertencente à SDHFC, Rodnei Rocha, explicou que o programa municipal é uma modalidade de transporte gratuito destinado a pessoas portadoras de deficiência com alto grau de severidade e dependência.

    O transporte permite o deslocamento dessas pessoas para eventos relacionados a saúde, esporte e, futuramente, cultura, lazer e integração. O serviço busca a pessoa na porta de casa, leva-a até o serviço de que ela precisa e deixa-a em casa novamente, quando o atendimento tiver terminado.

    Atualmente, a frota é composta por: 11 micro-ônibus adaptados na Educação, com 47 alunos transportados diariamente; um micro-ônibus no CIR, com 32 pacientes semanalmente; dois micro-ônibus no Departamento da Pessoa com Deficiência, para transporte de 13 pacientes, sendo 34 por semana em clínicas e esporte; e uma van adaptada para transporte intermunicipal de pacientes.