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    Programa de benefícios da Coop contempla Cosc e Apae de Tatuí

    Entidades receberam R$ 62 mi da cooperativa para seus projetos

    Loja da Coop na rua Lúcio Seabra (foto: divulgação)
    Da reportagem

    A Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) e o Cosc (Centro de Orientação e Serviços à Comunidade) de Tatuí receberam aportes financeiros da Coop no final do ano passado, como parte do Programa de Benefícios a Entidades da plataforma de responsabilidade social Coop Faz Bem à Comunidade.

    A Apae recebeu o valor de R$ 27 mil para ser aplicado no projeto de adequação de salas “Apaedrinhos Mágicos” e o Cosc, R$ 35 mil para o projeto de educação e inclusão social “Tem na Vila”.

    “Dentro do DNA da Coop, há o benefício e incentivo à comunidade, mas, nos últimos anos, nós criamos uma plataforma de sustentabilidade que se chama ‘Coop Faz Bem’, que tem quatro pilares: é o ‘Faz Bem Pra Você’, o ‘Faz Bem Pra Educação’, o ‘Faz Bem para o Planeta’ e o ‘Faz Bem para a Comunidade’”, explicou João Miron, analista de responsabilidade social da Coop.

    Dentro do Faz Bem pra Comunidade, há uma série de atividades, continua Miron. Uma delas acontece todos os anos, quando a Coop faz apresentação de seus resultados por meio da assembleia geral ordinária.

    Desde 2002, os cooperados também aprovam uma verba para ser destinada a instituições beneficentes localizadas nas cidades onde a cooperativa possui unidades de negócios.
    Durante esse período, o Programa de Benefícios às Entidades já repassou mais de R$ 6,7 milhões, empregados em 319 projetos de instituições que “visam à melhoria da qualidade de vida dos assistidos e da comunidade”.
    Em 2022, a verba aprovada foi de R$ 600 mil a 14 entidades beneficiadas, totalizando mais de 1.500 pessoas atendidas.
    “Abrimos um edital e selecionamos as entidades que fazem um trabalho primordial e idôneo. Selecionamos a Apae e o Cosc através desse processo”, disse Miron. “Ambos os projetos têm muita relevância”, completou.

    Apae

    A Apae está com um projeto de readequação de todo seu espaço físico para melhor atender ao público dela. Vários arquitetos foram convidados a desenvolver salas mais adequadas, e a contemplada pelo programa da Coop foi a sala de educação infantil, doe Leonardo Fogaça.

    “O valor que recebemos vai dar para bancar 80% da readequação de uma sala já existente, para crianças de seis a dez anos. São estações de aprendizado pensadas com espaço lúdico, mesa interativa, recursos tecnológicos para desenho e alfabetização, que saem do modelo convencional de ensino”, explicou Daliane Araújo Miranda, responsável pela área de projetos da Apae.

    Ela explanou que as melhorias contribuirão para favorecer o desenvolvimento integral dos beneficiários, aumentar a autonomia, a socialização e o aprendizado “para a vida”, ao criar um layout de ambiente totalmente flexível, com diferentes estímulos em um único espaço.

    Entre as melhorias, estão: janela da sala de aula com plantas para o olfato; arco-íris para reconhecimento de cores; demarcação do espaço lúdico e direcionado; mesas para socialização; e painel para coordenação e estímulo da pinça.

    Serão confeccionadas peças (alfabeto e numerais) em alto relevo e almofadas para trabalhar a percepção e o estímulo sensorial/visual.

    Também haverá um “cantinho da imaginação”, para estimular a arte e a contação de histórias, e um projetor para filmes e atividades pedagógicas.

    A sala com múltiplos ambientes “respeita o tempo de cada aluno”. A luz ambiente pode ser alterada conforme a necessidade (tranquilizar, relaxar e outras condições). Os estofados, além de gerar segurança, buscam confortar os alunos.

    O plano é entregar a sala em fevereiro e, para isso, a entidade abriu uma campanha de apadrinhamento de atendidos por pessoas físicas e empresas.

    “O edital só cobre a infraestrutura. Alguns aparelhos, como o aparato de segurança para crianças com hipersensibilidade e datashow não são contemplados”, explicou Daliane.

    Cosc

    Os R$ 35 mil ao Cosc serão utilizados para atender, diretamente, 60 crianças e jovens e, indiretamente, 300 familiares nos 21 bairros periféricos atendidos pela entidade.

    “No Tem na Vila, os protagonistas são as crianças e adolescentes; o Cosc atua como facilitador, oferecendo tecnologia socioambiental com retorno para a sociedade”, disse Gustavo Viana, relações públicas do centro.

    O objetivo, segundo ele, é desenvolver atividades no interior do Cosc e nos territórios, para que o público-alvo faça “o reconhecimento extramuros, perceba as vulnerabilidades e as políticas públicas que se aplicam nos seus bairros”.

    “Nosso objetivo também, ao logo do ano, é fortalecer uma rede de atendimento que envolva o Cosc, as crianças e adolescentes, suas famílias, outras entidades de assistência social, a Secretaria de Assistência Social da prefeitura e o setor privado. Isso fortalece o combate às desigualdades sociais”, sustentou Viana.

    “O protagonismo dessas crianças é o maior presente em 2023, quando o Cosc completa 60 anos”, finalizou.