US$ 36 mil serão empregados para reabrir banco de sangue





Um total de US$ 36 mil será empregado na retomada das atividades do Banco de Sangue “Fortunato Minghini”. O valor foi captado por meio de projeto apresentado junto à LCIF (Fundação Internacional de Lions Clubes), conforme nota enviada pelo clube do município.

De acordo com a instituição, o recurso servirá para a restauração de aparelhos existentes e aquisição de novos equipamentos usados na coleta de sangue. Também será empregado na modernização dos processos transfusionais.

O Lions elaborou o projeto sob orientação e coordenação de Manoel Messias Mello. Ele é ex-governador do Distrito LC-8, da cidade de Bauru, e colaborou com a instituição local de forma a permitir que o banco de sangue atendesse às exigências da Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária).

Neste mês, o clube do município recebeu a confirmação da liberação do valor, equivalente a R$ 117.720 na cotação do dólar, na manhã de ontem (terça-feira, 3).

O Lions contou com parcerias da Santa Casa e do clube de serviços de Itapetininga e apoio da Prefeitura. O Executivo havia anunciado a previsão de reinício das coletas de sangue e de “derivados” em julho do ano passado.

À época, a Prefeitura definiu o início dos trâmites para revitalização do espaço. As obras custariam R$ 200 mil, obtidos via parceria entre o clube e o hospital.

Fundado em 1955, o “Fortunato Minghini” passou por inúmeras alterações e readequações. Devido às constantes mudanças do setor e à necessidade de atualização dos aparelhos às exigências sanitárias, grande parte dos equipamentos apresentou desgastes e precisou ser substituída por outros mais modernos.

O banco de sangue não realiza coletas em Tatuí desde maio de 2015. A unidade perdeu classificação e, desde então, passou a operar como agência transfusional.

Como tal, só tem autorização para armazenar sangue e derivados (plaquetas, plasma e granulócitos). Sem a permissão para coletar material, a unidade apenas manteve o recebimento de sangue coletado em Botucatu.

Idealizado e fundado pelo Lions, o banco de sangue recebe apoio do clube de serviços desde a criação. Entretanto, funciona sob responsabilidade da Santa Casa.

Em função da crise financeira, o hospital divulgou, em 2015, que não tinha condições de renovar os equipamentos e fazer a manutenção necessária.

Juntamente com o investimento, a provedora à época, Nanete Walti de Lima, declarou que o hospital precisava aportar mais recursos para a contratação de pessoal especializado. Conforme ela, a Santa Casa precisava repor o quadro de serviço em função da aposentadoria da equipe que atuava na unidade.

Em julho de 2015, a Santa Casa anunciou a contratação de uma bioquímica. Também divulgou a necessidade de manutenção dos equipamentos, que não estavam calibrados. Na época, o hospital estimou o valor do recurso necessário somente para a troca dos equipamentos e aparelhos na ordem de R$ 60 mil.

Entre os equipamentos exigidos para que o banco de sangue possa voltar a coletar, estão uma espécie de “agitador” e uma seladora. O primeiro evita que o sangue coagule; o segundo, fecha bolsas de coleta, impedindo contaminação.