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    Motoristas fazem paralisação de cinco horas na terça-feira





    Motoristas de ônibus de Tatuí fizeram paralisação de cinco horas na manhã de ontem, terça-feira, 10. A categoria cruzou os braços entre as 6h e 11h em protesto por melhores condições de trabalho e abertura de negociações para o reajuste salarial. Segundo a classe, o aumento deveria ter sido aplicado neste mês.

    O Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região informou que as três empresas que possuem garagens na cidade paralisaram. No município, 100% dos trabalhadores não deram expediente no período. A O Progresso, a Empresa de Ônibus Rosa afirmou que 20% da frota, composta por 45 veículos, operaram no período da manhã.

    A paralisação da categoria atingiu as linhas urbanas, intermunicipal, transporte rodoviário e de fretamento das empresas Rosa, Rápido Campinas e Piracema.

    No transporte urbano, a Rosa transporta, aproximadamente, 7.500 pessoas diariamente. De acordo com a empresa, o transporte de universitários e os fretamentos não foram atingidos pela paralisação.

    Com o serviço interrompido momentaneamente, os motoristas cumpriram o horário de trabalho no pátio da empresa, situado na vila Doutor Laurindo. Além do reajuste salarial, o sindicato reivindica a vacinação contra gripe para os motoristas.

    “Por ter muito contato com pessoas é que os motoristas deveriam ser os primeiros a serem imunizados. Eles podem ser, inclusive, transmissores da gripe. As empresas precisam estabelecer uma data para a vacinação”, afirmou o diretor sindical Ênio Ferreira Barbosa.

    O sindicalista disse que os motoristas também pedem a volta dos cobradores, que auxiliariam em tarefas como a subida de cadeirantes. Segundo ele, os profissionais trariam mais segurança aos próprios usuários do transporte público.

    “Na hora de o cadeirante subir, o motorista precisa deixar o carro ligado, descer e fazer todo o trabalho. Isso que chamamos atenção das empresas, o ônibus precisa estar funcionando, o que é perigoso. Por mais que tenha o freio estacionário, é um risco para os passageiros”, explicou.

    O sindicalista reclamou do “descaso” das empresas ao negociarem o reajuste salarial e as pautas de reivindicação da categoria.

    O gerente administrativo da Empresa Rosa, Carlos Eduardo de Medeiros, declarou que os atrasos nas negociações são “recorrentes” e que já aconteceram em outros anos.

    “Normalmente atrasa (a negociação). Já chegamos a fechar acordo no mês de novembro, quando a data-base é em maio. Daí, nós pagamos a diferença do salário retroativo”, afirmou.

    Segundo o representante da empresa, alguns itens da pauta de reivindicação são “impraticáveis”, tendo em vista o custo que geraria no bilhete da passagem urbana.

    Medeiros ainda disse que a greve tem motivação política e relação com o provável impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Tem relação com a Dilma (Rousseff). Parece que a paralisação aconteceu em 15 estados por causa do impeachment. Claro que eles têm reivindicações, mas o maior motivo é político”, declarou.

    Além de Tatuí, a paralisação atingiu empresas operadoras do transporte urbano na região, conforme informou o sindicato. A interrupção ocorreu em Sorocaba, Votorantim, São Roque, Alumínio, Mairinque, Araçoiaba da Serra, Itapetininga, Salto de Pirapora, Piedade, São Miguel Arcanjo e Itapeva.