
Da redação
No sábado da semana passada, 24 de outubro, faleceu em Tatuí, aos 99 anos, o professor e historiador Wilson Bertrami. Ele foi uma figura ilustre do município, reconhecido pela dedicação ao ensino, à preservação da história local e à comunicação. O sepultamento aconteceu no Cemitério Municipal Cristo Rei.
Nascido em 1º de julho de 1927, o professor era viúvo de Cecília Netta Guidoni Bertrami e deixou três filhas: Lais, Ivany e Maria Cecília.
Atuou como professor em diversas instituições de ensino a partir de 1948, entre elas, a Escola “Eugênio Santos”, a Escola Técnica “Sales Gomes”, a Escola Estadual “Barão de Suruí” e o Colégio Objetivo.
Também lecionou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Tatuí (Faficile), na Escola Técnica “Fernando Prestes”, em Sorocaba, e na Escola Técnica “Getúlio Vargas”, na capital paulista.
Na área da comunicação, atuou como produtor e apresentador de programas musicais na Rádio Notícias de Tatuí, onde era chamado de “Vô”. Aos sábados, apresentava os programas “Almoço Musical” e “Estação Saudade”, divulgando trabalhos de músicos tatuianos.
Em outubro de 2018, a trajetória do professor Wilson Bertrami foi homenageada pelo projeto “Ilustres Tatuianos”, desenvolvido pelo Museu Histórico “Paulo Setúbal”.
Reconhecido por sua contribuição à comunidade, recebeu o título de cidadão tatuiano, concedido pela Câmara Municipal de Tatuí. Sua trajetória também está ligada à memória afetiva e cultural do município, especialmente por seu amor à música e às tradicionais serestas, que marcaram diferentes épocas da vida tatuiana.
“Tatuí sempre teve um povo ordeiro, seresteiro, musicista. Sempre teve, nas décadas de 1930 a 1940, festivais de música. A cidade tinha, no centro, três grandes cinemas. O Cine Teatro São Martinho era de uma beleza arquitetônica impressionante”, relembrou Bertrami durante entrevista ao jornal O Progresso em 2015.
“Eu me lembro, lá pelos anos 1950, um grupo de rapazes viu por bem iluminar nosso ‘Pinheirão’. Tinha o Salomão José, João Casado, Pedro Calume, Maurício Cardoso, tantos rapazes, que viram por bem enfeitar e iluminar o pinheiro do Jardim da Santa”, relatou ao recordar o período em que o “Pinheirão” começou a ser enfeitado.
O velório foi realizado no mesmo sábado, 24 de outubro, e o sepultamento ocorreu no fim da tarde do mesmo dia.






