
Da redação
O Centro Hípico de Tatuí recebe neste final de semana, dias 17 e 18, a Taça São Paulo Sasa Horses de Equitação de Trabalho e a final do ranking paulista, com competições ao longo dos dois dias de 88 conjuntos (cavalo/cavaleiro) distribuídos em 12 categorias.
Promovido pela Associação Brasileira de Equitação de Trabalho (Abet) e com patrocínio da Agro Maripá, a Taça São Paulo Sasa Horses – realizada anualmente em etapa única e em sua terceira edição -, além de consagrar o campeão do desafio, também terá resultados válidos para a final do ranking estadual, que já contabiliza duas etapas do Campeonato Paulista.
A competição vai movimentar três pistas simultaneamente para comportar as três provas que compõem a modalidade: ensino (adestramento/dressage), maneabilidade e velocidade.
O puro sangue lusitano mantém a liderança em número de representantes, com 41 conjuntos distribuídos em 11 categorias, incluindo a participação dos quatro cavaleiros que integraram o Time Brasil no Campeonato Mundial realizado em setembro em Jerez de La Frontera, na Espanha.
Primeiro cavalo montado do Ocidente, o lusitano é a raça com mais títulos conquistados na equitação de trabalho em mundiais e campeonatos realizados no Brasil.
“Este evento é mais uma mostra da aptidão funcional da raça que queremos fomentar”, comenta Nuno Eusébio, presidente da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano (ABPSL), maior criador mundial da raça e patrocinador dos eventos do esporte no Brasil através de sua marca, a Sasa Horses.
Além do cavalo lusitano, outras cinco raças estarão em pista: mangalarga, mangalarga marchador e o quarto de milha terão 12 representantes cada; crioulo e o pônei contam com dois conjuntos cada; além de quatro animais sem raça definida (S.R.D) e três meio sangue.
No sábado, competem atletas das categorias amador, aspirantes, cavalos novos B, preliminar e preliminar amador, que cumprem as três fases: ensino, maneabilidade e velocidade. Já os cavaleiros das categorias júnior wawe, intermediária e principal competem apenas no ensino.
Já no domingo, cumprem as três fases atletas das categorias aberta amadores, cavalos novos A, juniores, enquanto as categorias júnior wawe, intermediária e principal fazem as provas de maneabilidade e velocidade.
Outra atração do domingo é a apresentação de quatro conjuntos na “paraequitação” de trabalho, modalidade que estreou em 2026 e é reservada a atletas com alguma deficiência. A Taça São Paulo Sasa Horses de Equitação de Trabalho será transmitida pelo canal de YouTube da revista Horse.
“Vencer os obstáculos do percurso com eficiência e segurança é o conceito que permeia a equitação de trabalho, esporte que tem como finalidade demonstrar o trabalho diário de campo, num simulacro de obstáculos e situações reais. Exige agilidade, entrosamento, equilíbrio entre cavaleiro e cavalo”, comenta a assessoria de imprensa da ABPSL.
A equitação de trabalho nasceu de pequenas competições regionais da França e Itália, e logo se expandiu para outros países europeus, conquistando em especial Portugal e Espanha.
Juntos, esses países desenvolveram um regulamento em comum com o objetivo de unificar os conceitos equestres, respeitando, porém, as diferentes tradições da lida no campo de cada país.
O esporte é praticado por homens e mulheres, em um mesmo nível, característica das competições hípicas. “De crianças a adultos, de amadores a cavaleiros profissionais, a dinâmica da equitação de trabalho vem conquistando adeptos em todo o mundo. Hoje, já são milhares os praticantes. No Brasil, o esporte foi introduzido pelo puro sangue lusitano em 2000, e, hoje, conta com centenas de praticantes que, a exemplo de outros países, montam cavalos de diferentes raças”, acrescenta.
A equitação de trabalho é composta por quatro etapas distintas, três delas disputas individuais (ensino, maneabilidade e velocidade) e a quarta, a prova da vaca, obrigatória apenas na disputa por equipe.
O ensino (adestramento/dressage) é a primeira etapa realizada em uma pista retangular de 40 por 20 metros. O competidor cumpre uma reprise de 15 a 17 exercícios em que harmonia, precisão e a obediência do cavalo ao comando do cavaleiro são requisitos avaliados.
A maneabilidade, segunda prova, é realizada em uma pista com vários obstáculos que remetem aos encontrados na lida do campo. O objetivo é colocar em evidência a capacidade do conjunto de superar estes obstáculos com tranquilidade, precisão, estilo e regularidade.
Já a velocidade é similar à maneabilidade, mas disputada ao cronômetro, com obstáculos extras de bonificação e penalização; e a prova da vaca só é válida na disputa por equipes.
É realizada em uma pista retangular e tem como objetivo a separação de um bezerro de um lote para que apenas um cavaleiro o conduza ao outro extremo da pista. Os outros três conjuntos exercem a função de auxiliares, não permitindo que a rês escolhida retorne ao lote ou saia do controle do condutor.
A unificação das regras do esporte possibilitou que, em 1998, fosse instituído o Campeonato da Europa, estabelecendo-se que cada país fique livre para usar trajes que remetem às suas origens e cultura equestre.
Em 2002, foi a vez da instituição do Campeonato Mundial (sêniores), competição realizada a cada quatro anos. E na primeira edição, em Beja, Portugal, o Brasil, com toda a equipe montando cavalos lusitanos, foi medalha de ouro individual com a dupla Fábio Rogério Lombardo/ Brilho do Rimo, e prata por equipe, perdendo para Portugal, país que detém seis dos sete títulos mundiais.






