
Raul Vallerine
Nossas vidas começam a terminar no dia em que nos calamos sobre as coisas que importam! (Martin Luther King)
Democracia se constrói com participação, responsabilidade e respeito às escolhas de cada cidadão.
Em 4 de outubro de 2026, milhões de brasileiros estarão diante da urna eletrônica para exercer um dos mais importantes instrumentos de participação democrática: o voto. Mais do que um procedimento eleitoral.
Votar representa a participação do cidadão na escolha dos representantes que ocuparão diferentes espaços dos Poderes Executivo e Legislativo.
Nas Eleições Gerais de 2026, estarão em disputa os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual ou Distrital.
O primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro e, onde houver segundo turno, a votação será realizada em 25 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
Os números ajudam a dimensionar a importância do processo eleitoral. Segundo dados atualizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 158.765.543 eleitoras e eleitores estão aptos a votar nas Eleições 2026.
. O eleitorado está distribuído por 5.571 municípios brasileiros e inclui brasileiros habilitados a votar no exterior.
As mulheres representam 52,81% do eleitorado, com aproximadamente 83,8 milhões de eleitoras, enquanto os homens somam cerca de 74,8 milhões. Os dados mostram a dimensão e a diversidade da população que participa do processo eleitoral brasileiro.
Outro dado importante diz respeito à idade. Em 2026, aproximadamente 1,6 milhão de jovens de 16 e 17 anos estão aptos a votar. Nessa faixa etária, o voto é facultativo. Também é facultativo para pessoas com 70 anos ou mais e para pessoas analfabetas.
A participação dos jovens merece atenção especial. O exercício da cidadania começa antes mesmo do primeiro voto.
O TSE informa que jovens que completaram ou completariam 16 anos até 4 de outubro e solicitaram o título dentro do prazo podem votar nas eleições deste ano. Para quem tem 16 ou 17 anos, o voto é facultativo.
Participar da democracia, portanto, não significa apenas comparecer à seção eleitoral. Significa também buscar informações, conhecer as atribuições dos cargos públicos, acompanhar as decisões dos representantes eleitos e compreender que a cidadania continua depois do dia da eleição.
O TSE mantém o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), por meio do qual podem ser encaminhadas denúncias sobre conteúdos que possam ameaçar a integridade do processo eleitoral.
A identificação biométrica também avançou no eleitorado brasileiro. Dados divulgados pelo TSE em setembro apontavam 141,3 milhões de eleitoras e eleitores com biometria cadastrada, correspondendo a aproximadamente 89% do eleitorado.
Existe uma ideia importante que precisa ser lembrada: o cidadão não participa da democracia somente no dia da eleição.
A cidadania está presente quando acompanhamos as decisões públicas, conhecemos nossos direitos, cumprimos nossos deveres, participamos da comunidade, respeitamos as instituições e dialogamos com pessoas que possuem opiniões diferentes das nossas.
Depois que as urnas forem fechadas e os resultados divulgados, continuará existindo uma sociedade que precisa acompanhar, fiscalizar e participar da vida pública.
O voto é um momento. A cidadania é uma prática permanente. É por isso que o voto deve ser compreendido dentro de algo maior: o compromisso de cada cidadão com a democracia.
As Eleições 2026 representam mais uma oportunidade para que milhões de brasileiros exerçam seus direitos políticos.




