
Da Redação
Uma mulher de 20 anos foi presa em flagrante por adulteração de placa em Tatuí, na manhã de segunda-feira, 3, após fugir de uma abordagem da Polícia Militar e ser localizada em um imóvel onde também foram apreendidas porções de cocaína, dinheiro e objetos relacionados à comercialização de drogas.
O caso ocorreu por volta das 10h, durante patrulhamento da Polícia Militar pela vila Angélica, com o objetivo de localizar motos furtadas e pessoas procuradas.
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais avistaram a suspeita desembarcando de uma moto em frente a uma residência da rua José Tavares. Ao perceber a aproximação da viatura, ela abandonou o veículo e correu para o interior do imóvel, conhecido pelos policiais por já ter sido alvo de diversas ocorrências relacionadas ao tráfico de entorpecentes.
De acordo com o BO, a mulher atravessou o corredor da casa e pulou o muro para um imóvel vizinho, onde foi localizada após o morador autorizar a entrada da equipe policial.
Durante as buscas, os agentes encontraram um capacete branco e R$ 398 em dinheiro, escondidos em um recipiente de lixo. Ao retornarem para o primeiro imóvel e refazerem o trajeto percorrido pela suspeita, localizaram, sobre o telhado, uma bolsa contendo 60 porções de cocaína já embaladas para venda, além de um caderno com anotações que, segundo os policiais, seriam compatíveis com a atividade de tráfico.
Ainda conforme o registro, a revista pessoal realizada por uma policial militar não encontrou drogas com a suspeita. No entanto, durante a vistoria da moto utilizada por ela, os agentes constataram que um dos caracteres da placa havia sido alterado com fita adesiva, fazendo com que a identificação remetesse a outro veículo.
A mulher admitiu aos policiais ter feito a modificação porque “vinha recebendo multas de trânsito”. Foram apreendidos a moto, as 60 porções de cocaína, R$ 398 em dinheiro e um celular.
A suspeita acabou autuada em flagrante pelo crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Em relação ao tráfico, a autoridade policial entendeu que, embora existam fortes indícios de envolvimento, não havia elementos suficientes para caracterizar o flagrante naquele momento, uma vez que os entorpecentes não foram encontrados em posse direta da investigada nem ela foi vista comercializando drogas. O delegado representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.







