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    Jonathan Aparecido Santos é sentenciado por matar amigo

    Condenação é de 22 anos, dez meses e seis dias de reclusão

    Da reportagem

    Na noite de quarta-feira, 15, no fórum de Tatuí, Jonathan Aparecido Santos foi condenado pelo assassinato de Matheus Henrique de Campos, que ocorreu em maio do ano passado

    A audiência via júri popular teve início por volta das 14h30 e terminou após as 21h. Diversas pessoas acompanharam o julgamento, tendo sido esgotados os lugares do local.

    Santos foi condenado a 22 anos, dez meses e seis dias de reclusão, em regime inicial fechado, e pagamento de 12 dias-multa, com valor fixado no mínimo legal,

    pelo crime de homicídio triplamente qualificado, e um ano e três meses pelo furto do videogame que a vítima portava.

    Ele não poderá recorrer em liberdade e ainda foi sentenciado à indenização mínima por dano moral em favor da mãe da vítima, de R$ 150 mil, “valor vigente à época do efetivo cumprimento desta sentença, como a quantia necessária à reparação do abalo moral ocasionado à genitora do ofendido para amenizar a dor decorrente da abrupta perda do filho”, diz o juiz Felipe Abraham de Camargo Jubram na sentença.

    O juiz também sustenta que: “Com efeito, a culpabilidade do acusado revela-se elevadíssima (diante da extrema frieza, intensidade do dolo e premeditação da conduta, praticada com absoluto desprezo pela vida humana); sua conduta social mostra-se excessivamente reprovável (pois o acusado se valeu de prévia relação de confiança e convivência com a vítima para, agindo em ambiente ermo, ceifar-lhe a vida)”.

    “Sua personalidade evidencia insensibilidade moral acentuada (revelada, sobretudo, na total ausência de arrependimento, tendo, inclusive, acompanhado a genitora da vítima, a pretexto de auxiliá-la na apuração do crime)”, continua o juiz.

    Ainda diz que “as consequências do crime são excepcionais, diante do dano irreparável à genitora da vítima (privada abrupta e violentamente do convívio com o filho único, circunstância esta que também era de conhecimento do réu). Assim, diante de cada uma dessas circunstâncias negativas, elevo a pena-base do crime de homicídio qualificado em metade acima do mínimo legal”.

    A mãe da vítima, Flaviana Campos Camargo, via rede social, declarou: “Hoje finalmente posso dizer ‘Descanse em paz, meu filho!’, com meu coração em paz também. Meu dever como mãe foi cumprido, mas minha missão como mãe ainda não chegou ao fim e não chegará. A sentença foi decretada, e cuidarei para que ela seja cumprida”.

    O caso

    Campos havia desaparecido de casa no dia 12 de maio, levando um videogame, com a intenção de vendê-lo. Na ocasião, ele foi em direção ao bairro Santa Rita, passando por um hipermercado do local, sendo encontrado uma semana depois, sem vida.

    Na manhã de segunda-feira, 19, uma semana após a notificação de desaparecimento, a polícia teve ciência de novas informações que identificavam um suspeito. “Localizamos o indivíduo e conduzimos ao solo policial, momento em que, após a realização da sua oitiva, depois de diversas histórias e informações contraditórias, ao ser confrontado com algumas provas, decidiu confessar o crime que havia cometido”, a polícia contou à época.

    Ainda no mesmo dia, Santos confessou o assassinato (que teria acontecido no mesmo dia do desaparecimento) e levou os policiais ao local onde o corpo estava escondido.

    “As equipes do Setor de Investigações Gerais (SIG de Tatuí) foram a campo e lograram êxito em localizar o corpo da vítima já sem vida, em área de mata fechada”, acrescentaram as informações policiais na época.