
Da redação
O romance “Uma Bandeira para Carlito”, da escritora Flor, Priscila, vencedor do concurso literário “É Coisa de Preto”, tem a pré-venda anunciada.
A obra, conforme descrito pela autora, “aborda o processo do luto, questiona laços afetivos, a precarização do trabalho, o abandono escolar e expõe marcas da desigualdade social”.
O livro, que também foi adaptado para roteiro cinematográfico pelo cineasta William Lima (Janela Filmes), “constrói uma travessia emocional entre luto, memória e formação de vínculos afetivos em um Brasil atravessado por desigualdades”, indica a autora.
A narrativa acompanha Dara, uma mulher que retorna à cidade litorânea fictícia de Vila Mar após a morte repentina da mãe, Salete.
“Esse retorno não é apenas geográfico, mas também simbólico: ao revisitar a antiga casa da família, marcada por infiltrações e quadros inacabados, Dara confronta memórias interrompidas, relações familiares frágeis e a necessidade de reconstrução. A reforma da casa passa a funcionar como metáfora do próprio processo de elaboração do luto”, narra a sinopse.
Nesse contexto, Dara conhece Carlito, um jovem de 17 anos, morador do Morro do Jambo, que trabalha desde a infância no armarinho de Chico Ferrão, figura influente na cidade.
“A amizade entre Dara e Carlito nasce da escuta, do cuidado e da partilha de silêncios, estabelecendo um vínculo que desafia hierarquias sociais”, segue a descrição.
“O romance mostra como a vivência do luto é atravessada pelo ambiente e pelas pessoas ao redor e como uma amizade genuína pode transformar a dureza do cotidiano”, acrescenta.
“Chico Ferrão, antagonista silencioso da obra, representa o patriarcado local, a moral religiosa e a violência simbólica exercida pela omissão e pelo controle; sua presença constante na vida dos personagens contrasta com sua ausência nos momentos de luto, evidenciando as contradições de uma influência que se afirma protetora, mas opera pela exclusão”, segue a sinopse.
“Com uma escrita que transita entre a prosa e o lirismo, entre o silêncio e a explosão emocional, ‘Uma Bandeira para Carlito’ não se propõe a oferecer respostas fáceis. O livro convida o leitor a refletir sobre quem tem o direito de sonhar, o que define pertencimento e como o amor, quando marginalizado, pode se tornar um gesto de resistência”, conforme divulgado pela autora.
“Mais do que uma história sobre a morte, a obra apresenta uma narrativa sobre o que permanece: os vínculos que resistem à dor, à violência e ao tempo, a bandeira que se levanta quando o amor é negado e a coragem de seguir adiante, mesmo quando tudo parece ruir”, conclui ela.
Com a pré-venda da segunda edição já disponível, “Uma Bandeira para Carlito”, o livro pode ser adquiro com desconto até segunda-feira, 9, mas continuará disponível pelo site www.florpriscila.com.
O lançamento oficial em Tatuí está previsto para acontecer na segunda semana de março, em local ainda não definido.








