225 bolsas de sangue são coletadas em 10a ação realizada no município

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Cristiano Mota

Bolsas e amostras de sangue coletadas tiveram separação prévia no sábado e utilização nesta terça

 

Equipe do Hemonúcleo Regional de Jaú coletou 225 bolsas de sangue em Tatuí no sábado, 28 de setembro. A soma é resultado da décima edição da “Campanha de Doação de Sangue”, promovida na Escola Estadual “Barão de Suruí”.

A iniciativa contou com ajuda de 15 voluntários, apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, e doações de entidades e colaboradores.

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Coordenada por Rita Corradi Azevedo, a campanha é a quarta realizada em 2013 em Tatuí. Ela acontece em prol ao hemonúcleo ligado ao HAC (Hospital “Amaral Carvalho”) e registrou, desde o início do ano, 656 bolsas de sangue.

As três coletas anteriores aconteceram nos dias 19 de fevereiro, 27 de abril e 13 de agosto, sendo a primeira e a terceira na Fatec (Faculdade de Tecnologia) “Professor Wilson Roberto Ribeiro de Camargo” e a segunda, também no “Barão”.

No total, 846 pessoas candidataram-se às doações. Dessas, 656 puderam contribuir. Entre elas, Rosana Maria, 53, que ficou mais de três horas na fila para poder doar. Ela possui sangue O negativo e é classificada como doadora universal.

“O que me move é o amor à vida, ao próximo. Saber que eu estou ajudando a salvar uma vida. Afinal de contas, não sei o que vai acontecer comigo amanhã”, disse ela, que colaborou, por anos, com doações na Baixada Santista.

Rosana teve problemas de saúde na família que levaram uma irmã dela a necessitar de sangue. Na ocasião, os parentes mobilizaram-se e conseguiram ajudar. Por ter passado pela experiência, ela disse que entende as dificuldades que as pessoas enfrentam quando precisam de doação de sangue.

Afirmou, também, que aconselha as pessoas a dedicarem um pouco do tempo em favor do próximo. “Acho que a pessoa tem de abdicar de qualquer tipo de coisa, seja passeio, viagem, dentro do possível, para vir doar. Acho isso fundamental, gratificante e uma coisa maravilhosa”.

Para doar, Rosana fez cadastro, passou por pré-entrevista e teve a pressão aferida. O material coletado dela e dos outros colaboradores seguiu para análise em Jaú. Todas as bolsas ganharam um registro e foram submetidas a testes.

“Elas foram registradas e separadas para serem feitos os testes (oito no total)”, explicou Sônia Gomes, da equipe do hemonúcleo de Jaú.

Os resultados ficaram prontos na segunda-feira, 30 de setembro. As bolsas com a sorologia negativa (para doenças) começaram a ser utilizadas ontem, terça-feira, 1o.

Durante a campanha, a coordenadora recebeu doações de mechas de cabelos (que serão encaminhadas para confecção de perucas cedidas a pacientes que fazem tratamento contra câncer) e de livros entregues pela Apodet (Associação dos Portadores de Deficiência de Tatuí).

Estes,serão encaminhados a entidades que mantêm trabalhos voltados a atender crianças carentes.

O evento contou com apoio de 15 voluntários. O grupo auxiliou na preparação da unidade de ensino para recepção dos equipamentos do hemonúcleo e na organização das salas de cadastro, entrevista e coleta de sangue.

Angélica Confortini engrossou o “time do bem” por conta do relacionamento próximo que mantém com Rita. A empresária começou a campanha quando o pai (Otávio Martiniano de Azevedo, já falecido) precisou de transfusão. “Abracei a causa ao ver a dificuldade dela (Rita)”, disse a voluntária.

Integrante do grupo de colaboradores, Angélica declarou que faz questão de contribuir “por gosto”. “Adoro fazer isso. É uma coisa que me satisfaz”, citou ela, que não pode doar. A voluntária tem problema na tireoide (glândula endrócrina que produz hormônios que regulam a taxa do metabolismo).

“Eu faço a minha parte. Ontem mesmo (sexta-feira, 27 de setembro), deixamos tudo organizado. Colocamos as macas e, hoje (sábado, 28), estamos reforçando a divulgação, vestindo coração e entregando panfletos”.

A Secretaria Municipal da Saúde contribuiu com a campanha cedendo funcionários para aferição de pressão e os atendimentos ligados à assistência de enfermagem.

O trabalho teve acompanhamento do titular da pasta, José Luiz Barusso. “Esta é a quarta campanha do ano que o município se faz presente”, disse.

Barusso destacou que os eventos têm apresentado um “bom número de doadores” e afirmou que eles estavam previstos no cronograma do Executivo desde janeiro.

Conforme o secretário, a coordenadora da campanha havia solicitado contribuição da Prefeitura junto ao prefeito José Manoel Correa Coelho, Manu. “Ela conversou com ele e comigo, para ver no que podíamos ajudar. Então, nós sempre disponibilizamos funcionários”, contou.

As coletas ficam a cargo da equipe de Jaú, que mantém cadastro com dados dos doadores. Segundo Barusso, isso permite que o hemonúcleo convide, vez ou outra, pessoas com tipo sanguíneo mais incomuns a doar sempre que necessário.

Também em entrevista, o secretário afirmou que as campanhas promovidas pelo hemonúcleo auxiliam somente o “Amaral Carvalho”, hospital referência no tratamento de câncer.

Falou, ainda, que a secretaria local “tem encaminhado bastante pacientes para lá e que as coletas promovidas em Tatuí acontecem em praticamente todo o Estado de São Paulo”.

Barusso indicou que os funcionários da Saúde são voluntários e convidados a contribuir com a iniciativa.

Frisou que fez questão de comparecer à campanha para “estreitar as relações com a equipe de Jaú” e que os exames realizados pelo hemonúcleo, para a testagem dos sangues, auxiliam a pasta municipal.

Pelos exames, a secretaria detecta muitas doenças. Os resultados são encaminhados aos pacientes, que podem procurar tratamento no SUS (Sistema Único de Saúde). Entretanto, quando a alteração é “séria”, a equipe comunica a pasta municipal para oferecer tratamento.

“Dependendo da doença que a pessoa tiver, ela é destinada a um dos programas mantidos pela secretaria”, afirmou Barusso. Entre eles, estão os que cuidam das DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), tuberculose e infecções.

Banco de Tatuí

Além de falar sobre a campanha, o secretário municipal da Saúde afirmou que o município mantém “coleta permanente”, por meio do Banco de Sangue “Fortunato Minghini”. “Lá, as doações são feitas o ano todo”, comentou.

O espaço funciona na rua Cônego Demétrio, 868, e atende a pacientes que precisam de transfusão internados na Santa Casa e no Pronto-Socorro Municipal “Erasmo Peixoto”.

“Às vezes, há um ‘intercâmbio’. Quando falta sangue em outro lugar e está disponível aqui, nós mandamos”, disse o secretário.

Conforme ele, o banco deverá ser interligado ao sistema de cadastro dos hemonúcleos da região. Barusso disse que a Prefeitura, com apoio da empresária Rita e do Lions Clube, está tentando viabilizar a compra do programa que permitirá “comunicação” com os bancos de Jaú, Botucatu e Ribeirão Preto.

“Se nós conseguirmos instalar o software, vamos fazer parte de uma rede”, disse o secretário. O programa, no entanto, tem custo estimado em R$ 30 mil. O dinheiro deverá ser obtido com eventos promovidos por Rita e pelo Lions.

O clube está promovendo campanha para ver se arrecada fundo como forma de subsidiar a compra do programa.

Barusso lembrou que o banco de sangue foi construído por iniciativa do Lions. “O clube, inclusive, recebeu doações do clube internacional, em dólar, para poder erguer o prédio”, completou.


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