Voluntária busca apoio para novo mutirão que ajudaria menina Júlia

Caso mobilizou o Brasil e o exterior; nova ação depende de apoiadores

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Centro de Especialidades Médicas recebe, no sábado, equipe do Hemonúcleo de Jaú para coleta de sangue (foto: Cristiano Mota)
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A empresária Rita Corradi Azevedo está em busca de apoio para realizar novo mutirão para ajudar a pequena Júlia Abrame de Oliveira, de 6 anos. Diagnosticada com leucemia linfoide aguda aos dois anos de idade, a menina precisa urgentemente de transplante de medula óssea. Entretanto, ainda aguarda um doador 100% compatível para o procedimento.

O caso de Júlia mobilizou pessoas que residem no Brasil e no exterior. Além da voluntária, a família da menina e a redação de O Progresso registraram contatos feitos por pessoas interessadas em ajudar Júlia.

“Agora há pouco, ligou uma moça que mora nos Estados Unidos. Ela viu o caso, disse que se emocionou e queria ver se era compatível com a menina”, contou Rita.

A voluntária disse ter ficado comovida com o contato. Entretanto, salientou que qualquer pessoa, mesmo a jovem que vive no exterior, deve procurar um banco de sangue para realizar o cadastro. Os doadores precisam preencher formulário e ceder uma amostra de cinco mililitros de sangue.

O material coletado segue para análise e o doador tem os dados cadastrados no Redome (Registro Nacional de Portadores de Medula Óssea).

A pessoa pode ser chamada para realizar a doação a um paciente em qualquer lugar do mundo. Isso porque os registros são conectados, possibilitando a um residente fora do Brasil ser chamado para atender a um paciente que viva no país.

Rita também destacou que os doadores precisam saber que não existe a possibilidade de “direcionar a ajuda”. “Quando alguém se cadastra em um banco de dados, não é só para uma pessoa, é para todo mundo que precisa. Mas, no momento de doar, quando compatível, a pessoa tem a opção de recusar”, explicou.

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De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), as chances de um paciente encontrar um doador compatível são de uma em cada cem mil pessoas, em média.

No caso de Júlia, mesmo com o mutirão realizado no dia 28 de outubro, não houve, até o momento, a inclusão de um registro de pessoa coadunável.

Na ocasião, 1.639 pessoas fizeram cadastro como doadores de medula óssea. A ação aconteceu no Cemem (Centro Municipal de Especialidades Médicas) “Dr. Jamil Sallum”, tendo sido encerrada por falta de itens para coleta de materiais.

“Tive que dispensar muita gente, e preciso fazer um novo mutirão. Para isso, estou tentando novas parcerias”, contou a empresária.

Desde o encerramento da primeira ação em prol à Júlia, Rita tem dedicado parte do tempo a encontrar apoios. A maior dificuldade é com relação a quem possa coletar o material, processá-lo e registrá-lo no cadastro nacional.

“Não temos data definida para um mutirão. Estou tentando arrumar parceiros, porque a equipe de Marília só vai poder voltar a Tatuí no ano que vem”, contou.

A expectativa é de que o cadastro de novos doadores aconteça somente antes do Carnaval. Em função disso, Rita afirmou que está “correndo” para realizar uma nova edição o mais rápido possível. “Posso até deixar agendado para março do ano que vem, mas preciso marcar antes porque muita gente que quis contribuir da primeira vez não conseguiu”, argumentou.

Para o próximo mutirão, Rita espera contar com participação de pessoas de toda a região. De acordo com ela, há interessados em Boituva, Cesário Lange, Cerquilho e Sorocaba. Eles querem contribuir enviando doadores ou sediando ações.

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