Ações culturais voltarão a ser realizadas na Praça da Santa

Intenção é oferecer opção de entretenimento à juventude

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Praça da Santa deverá receber novas atividades focadas em jovens (foto: Cristiano Mota)
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Hip-hop, ações de grafite e competições de skate são algumas das atividades que voltarão a ser realizadas na praça Martinho Guedes (“Santa”). A Justiça Restaurativa, por meio do Núcleo Gestor Interinstitucional, está programando, para este semestre, a realização de um evento nos mesmos moldes de 2014.

A iniciativa contará com apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Esporte, Cultura, Lazer e Juventude, e envolverá a participação de movimentos artísticos do município. Esta é uma nova frente de ação construída em plano conjunto pelo Judiciário em três reuniões inter-setoriais.

Os encontros aconteceram no fórum “Alberto dos Santos”, a pedido do juiz da Vara da Infância e da Juventude, Marcelo Nalesso Salmaso. Profissionais de vários setores do Executivo e de entidades ligadas à criança e ao adolescente participaram dos debates, que visaram atender aos anseios dos jovens.

Devem colaborar com o novo projeto profissionais da Fatec (Faculdade de Tecnologia) “Professor Wilson Roberto Ribeiro de Camargo” e artistas do município.

O intuito da junção de forças é de promover atividades que proporcionem entretenimento aos jovens, misturando, além do hip-hop, ritmos como rap, funk, sertanejo e música erudita.

“Isso parte de uma experiência interessante que fizemos há três anos, chamada ‘Batalha da Santa’. Lembro-me de que fizemos um movimento de hip-hop na praça, que atraiu os jovens, e eu também participei”, contou o magistrado.

Salmaso defende que o entretenimento é uma forma de motivar os jovens, de fazer com que eles criem vínculos com ações e projetos e que possam, desta forma, serem afastados do consumo de bebidas alcoólicas e drogas.

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A proposta integra um plano de ação pensado em reduzir a situação de vulnerabilidade dos jovens que frequentam os espaços do centro, nas noites de fim de semana. Outra medida é a realização de ações de fiscalização junto aos comércios que vendem álcool e de orientações aos jovens.

“É um conjunto de ações que vai, de alguma forma, reduzindo o consumo de bebida alcoólica pelos jovens que, de fato, é o problema, para que a ação das forças de segurança seja cada vez mais excepcional, cada vez menor”, ressaltou o juiz.

Salmaso retomou as reuniões inter-setoriais no dia 4, quando recebeu, no fórum, a pedido da prefeita Maria José Vieira de Camargo, os representantes das secretarias municipais e das forças de segurança. O grupo discutiu a situação de vulnerabilidade de jovens divulgada pela imprensa.

Em abril do ano passado, O Progresso publicou reportagem sobre brigas de gangues ocorridas na época. Em uma delas, três adolescentes ficaram feridos. Testemunhas relataram que eles haviam sido espancados por outro grupo de menores. A confusão generalizada envolveu cerca de cem adolescentes.

Na ocasião, o Executivo mobilizou efetivo da GCM e o Conselho Tutelar, além do setor de fiscalização. As equipes percorreram as praças centrais buscando apreender materiais ilícitos (bebidas alcoólicas e entorpecentes).

Desta vez, o grupo inter-setorial voltou a reunir-se para reajustar o plano de ação. “A ideia é revermos os prazos de execução”, acrescentou Salmaso. O juiz ressaltou que a proposta é possibilitar, também, que a sociedade enxergue o jovem não como inimigo ou delinquente em potencial, mas como o futuro.

Além dessa ação, o Judiciário prepara, em conjunto com a Prefeitura e os parceiros institucionais, orientações voltadas aos pais e familiares dos jovens que frequentam os espaços públicos no período da noite. O objetivo é promover um diálogo que motive a reflexão sobre o consumo do álcool e de bebidas.

A discussão envolve o papel dos familiares no contexto de não estimular os adolescentes a fazerem uso das substâncias. “Estamos tentando esse diálogo. Posso dizer que, com todas as instituições, a meta é buscar uma solução conjunta para atuarmos nas mais diversas frentes”, acrescentou o magistrado.

Também conforme o juiz, o consumo de álcool é um hábito cultural dentro da sociedade brasileira. Entretanto, ele pode ser coibido em eventos culturais. Basta que a organização restrinja a entrada de álcool por parte dos frequentadores.

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Alessandra Bonilha, dra

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