‘Em’ e ‘por’ Tatuí

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Pode-se observar muito sobre estas eleições – positiva e negativamente -, quase sempre longe do consenso. No entanto, alguns aspectos são unânimes, indiscutíveis: a cisão ideológica, as redes sociais como instrumentos de desinformação e hostilidades, as surpresas e, finalmente, a emoção!

Por certo, emoção é o que não está em falta, tornando este pleito mais empolgante que qualquer campeonato esportivo. Se assim seguir nos próximos anos, terá sido e continuará a ser ótimo.

Obviamente, para tanto, devem ser execradas, prontamente, quaisquer ameaças à democracia, justamente por ser ela a única garantia à continuidade da disputa de maior importância para qualquer nação: suas eleições diretas!

E, sobre este prisma, outra notícia animadora: mesmo com tantos discursos autoritários, pesquisa do Datafolha, divulgada na semana passada, apontou que a imensa maioria da população nunca aprovou tanto a democracia.

Pelo estudo, 69% dos brasileiros demonstraram identificar a democracia como a melhor forma de governo entre todas as outras. A opção “tanto faz” teve a preferência de 13% e a ditadura, “em certas circunstâncias” (entre aspas e, aqui, também entre parênteses), seria a mais indicada para somente 12%.

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Diante dessa realidade, fica evidente a responsabilidade de guardião da democracia a ser assumida pelo próximo presidente, seja quem for – nestas e nas próximas eleições, literalmente, pela “vontade do povo”.

Por sua vez, no entanto, a maior surpresa de todas, particularmente aos tatuianos, é a eleição de um deputado federal pelas regras amplas e atuais, com o voto direto.

Em outras palavras, a conquista de um representante em âmbito federal não meramente nascido na cidade, mas tatuiano de fato, eleito “por” e “em” Tatuí. Neste sentido, a eleição de Guiga Peixoto, do PSL (Partido Social Liberal), consiste em algo inédito.

O feito é extraordinário não necessariamente, a priori, por uma expectativa modesta de votos, mas justamente pela dificuldade de uma eleição dessa magnitude para uma cidade de médio porte como Tatuí.

Ainda, é justo reconhecer que as disputas locais também não deixam de ser acirradas – tal como no resto do país – e, portanto, em nada contribuem à convergência de alianças em favor de candidaturas únicas.

Em geral, nestas condições, de fragmentação do eleitorado, perdem todos os candidatos – ou melhor, perdem todos os munícipes, que deixam de ser melhor representados no estado e no país.

Afinal, sejamos francos: é mister respeitar o direito de todos a postular cargos públicos, mas nem por isto seria menos relevante a observação de que, juntos, os três candidatos a deputado estadual residentes em Tatuí somaram 62.250 votos – ou seja, nada pouco, algo capaz de resultar em sucesso para apenas um pretendente.

Somente no município, Luiz Gonzaga Vieira de Camargo (PSDB), Júnior Vaz (Pode) e Rodolfo Fanganiello (PSB) obtiveram 26.726 votos, na soma total – também um número significativo, nada irrelevante.

Quanto à esfera federal, sem qualquer demérito aos outros candidatos locais, é básico reconhecer que, para ser eleito, é preciso fazer campanha, com razoável investimento de recursos e apoios minimamente substanciais.

Por este aspecto, Guiga Peixoto trabalhou diferentemente dos demais tatuianos que buscavam a Câmara Federal, cumpriu com o que se espera de um candidato realmente em campanha e alcançou uma grande vitória, digna de reconhecimento e congratulações.

Por conseguinte, agora, coloca-se como mais uma liderança política, com inequívoco potencial para somar muito em favor de Tatuí e região, a partir da segunda maior legenda do próximo Congresso nacional, o PSL.

Leva na bagagem, portanto, responsabilidade à altura da conquista, tanto com relação às necessidades e anseios da região quanto como parlamentar defensor, entre tantos fundamentos republicanos, da própria democracia, a qual, pelo voto, levou os eleitores a tanto prestigiarem-no nas urnas.

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