Obesidade e doença renal: consequências ocultas

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A obesidade tornou-se uma epidemia mundial, e foi projetado que sua prevalência irá crescer em 40% na próxima década. Em 2014, mais de 600 milhões de adultos em todo o mundo com 18 anos ou mais estavam obesos.

No Brasil a obesidade atinge cerca de 20% da população e o sobrepeso, cerca de 54%, segundo pesquisa do Ministério da Saúde. O problema da obesidade também afeta as crianças.

A obesidade é um fator de risco de diabetes, doenças cardiovasculares e também para o desenvolvimento de doença renal.

Em indivíduos afetados pela obesidade ocorre um aumento do trabalho renal para atender às elevadas exigências metabólicas do aumento de peso corporal.

A incidência de Nefropatia relacionada à obesidade aumentou dez vezes nos últimos anos. A obesidade também mostrou ser um fator de risco para cálculos renais e para uma série de tumores malignos, incluindo câncer renal.

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A boa notícia é que a obesidade, bem como a DRC a ela associada, são, em grande parte, evitáveis. Educação e conscientização acerca dos riscos da obesidade e um estilo de vida saudável, incluindo nutrição adequada e exercício físico, podem ajudar dramaticamente na prevenção da obesidade e da própria doença renal.

Os maus hábitos alimentares são a principal causa do aumento da obesidade no país. Há um excesso de carboidratos refinados (açúcar invertido, maltodrextina, frutose, açúcar branco, xarope de glicose), gordura trans, hidrogenada, saturada, corante, edulcorantes e outras substâncias artificiais que são inseridos nos produtos sem necessidade. Então, mãos na dieta e previna-se.

Dra. Alessandra Bonilha Gonçalves, médica especialista em Clínica Médica  e Nefrologia pela Sociedade Brasileira de Nefrologia; médica responsável técnica pela hemodiálise do Conjunto Hospitalar de Sorocaba

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