Audiência discute o Plano de Mobilidade

    Evento efetiva terceira etapa do documento, que será finalizado no mês de junho

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    Autoridades participam de audiência que tratou da mobilidade urbana (foto: Gabriel Guerra)
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    Na quarta-feira, 11, a Câmara Municipal foi sede da primeira audiência pública para discutir o Plano de Mobilidade Urbana de Tatuí, que está sendo confeccionado pelo DMMU (Departamento Municipal de Mobilidade Urbana) em parceria com a empresa Geo Brasilis.

    O evento contou com a presença do secretário da Segurança Pública e Mobilidade Urbana, José Roberto Xavier da Silva; do chefe de gabinete da Prefeitura, Christian Pereira de Camargo; e dos vereadores Antonio Marcos de Abreu (PR); Alexandre de Jesus Bossolan (PSDB); João Éder Alves Miguel (PV); Miguel Lopes Cardoso Júnior (PV) e Daniel Almeida Rezende (PV).

    A audiência é a terceira de sete etapas a serem realizadas para a apresentação do projeto final, que deverá ser aprovado pelo Legislativo. Os diagnósticos do sistema viário e do transporte coletivo fazem parte das etapas um e dois, respectivamente.

    Ainda serão confeccionados o Plano de Circulação Viária, o Plano de Mobilidade Urbana de Tatuí, além da realização de uma nova audiência pública e da minuta da lei do PlanMob.

    Na reunião, foram apresentadas as sínteses do diagnóstico da situação do sistema viário e do transporte coletivo da cidade, além da contextualização das características do município. A pesquisa, elaborada pela empresa, foi apresentada pela arquiteta e urbanista Lauana Campagnoli.

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    “Mobilidade urbana é o deslocamento de pessoas e bens na cidade, utilizando diferentes meios, vias e toda a estrutura urbana. Quando falamos em meios, não estamos falando só do carro, estamos falando do pedestre, do ciclista, do táxi, da moto, do transporte coletivo”, explicou a arquiteta.

    A profissional argumentou que, para a cidade dar boas condições de mobilidade aos moradores, deve proporcionar deslocamentos seguros, confortáveis e em tempo razoável.

    Ela salientou que Tatuí precisa confeccionar o plano para atender à exigência da lei federal que estabelece que cidades com população acima de 20 mil habitantes devem elaborar as diretrizes de mobilidade.

    Os municípios têm até abril de 2019 para implantarem a regulamentação e não ficarem impedidos de receberem recursos federais para aplicação no trânsito.

    “Percebemos que, quando iniciamos o trabalho, a prefeitura entende a necessidade de realizar um planejamento. A mobilidade urbana é muito importante para a qualidade de vida das pessoas”, defendeu.

    “Claro que a legislação federal obrigar e impedir o encaminhamento de recursos para a mobilidade urbana é um ponto que pesa muito no momento em que o município vai decidir se vai fazer ou não o plano de mobilidade”, comentou.

    Segundo a profissional, o sistema viário de Tatuí apresenta como característica principal o fato de possuir vias “amplas” e sinalização “precária”. A região central tem a peculiaridade de dispor de ruas e calçadas muito estreitas.

    Ainda falando sobre o núcleo central, que recepciona grande número de pessoas, o documento aponta para o difícil acesso das pessoas com mobilidade reduzida. A pavimentação, com paralelepípedos, recebeu destaque por ser permeável e de fácil manutenção.

    “No centro, onde tem o comércio, onde as calçadas precisavam ser mais largas, elas são estreitas. As pessoas têm dificuldade de se deslocar e os carros, também. O estacionamento é outro aspecto dentro dessa caixa apertada”, definiu a arquiteta.

    Com perfil econômico em que se destacam os setores do comércio, serviços e indústrias, a concentração do trânsito da cidade fica nas indústrias às margens das rodovias SP-127 e SP-141, além das proximidades da rua Teófilo de Andrade Gama.

    Outro fator apontado é a forte presença do setor industrial, que acaba sobrecarregando a infraestrutura viária, com a presença de caminhões nas principais vias do município.

    Tatuí recebe baixo fluxo de pessoas de cidades como Cesário Lange, Itapetininga, Capela do Alto e Boituva, mas destina trabalhadores e estudantes para Sorocaba, Boituva, Iperó e localidades fora da Região Metropolitana de Sorocaba.

    O documento detecta para uma sobrecarga no sistema viário municipal, principalmente nas vias de entrada do município, como a avenida Vice-Prefeito Pompeo Reali e rua 11 de Agosto. O diagnóstico apresentado também aponta a necessidade de aumento da oferta do transporte público intermunicipal.

    Durante a investigação do território, os técnicos da Geo Brasilis detectaram que a sinalização das vias não possui padronização, o que acaba confundido o usuário. O contrato da empresa com a Prefeitura estabelece a realização de treinamentos, que já estão sendo feitos para solucionar o problema.

    “A equipe técnica da Prefeitura, responsável por isso, participou desses treinamentos para entender qual o dimensionamento de placa, como deve ser a pintura, tudo de acordo com o Conselho Nacional de Trânsito. Eles entenderam a necessidade de padronizar todas essas sinalizações que existem no município”, elucidou.

    Lauana destacou ser fundamental que as vias tenham a sinalização correta para direcionar o motorista, o pedestre e o ciclista. “Se a gente tem ausência da sinalização, o motorista não sabe qual a velocidade adequada, qual a pista que ele tem que rolar, se tem estacionamento ou não, diminuindo a segurança dos usuários”, falou.

    Depois de finalizado, o Plano de Mobilidade irá indicar algumas ações que a administração municipal deverá fazer para melhorar as condições de deslocamento das pessoas pela cidade.

    Essas iniciativas poderão receber recursos do Ministério das Cidades e serão revistas a cada dez anos. Lauana reconheceu ser comum as alterações no trânsito causarem insatisfação aos usuários e desgaste aos administradores.

    “Entendo que a solução para este problema é a realização de campanhas educativas, explicando os motivos das alterações. Estamos falando de um planejamento do município como um todo. Não pensamos em áreas específicas ou um grupo específico de pessoas”, explicou.

    Segundo a arquiteta, os usuários precisam entender que as alterações são feitas para dar maior mobilidade à locomoção das pessoas. “Em longo prazo, melhora significativamente a qualidade de vida e os deslocamentos dentro do município”.

    Uma nova audiência será realizada no próximo mês e a finalização do PlanMob está programada para acontecer em junho.

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