Tatuí, 23 de Mai de 2017
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  • Adaptação e readaptação na volta às aulas
  • Edivoneide Andrade * - em 25/01/2017 12:21:11

    Muitas crianças, sejam elas marinheiras de primeira viagem ou veteranas, apresentam resistência em retornar à rotina escolar. Diante desse comportamento, os pais devem ter uma postura precisa para evitar possíveis traumas e transtornos futuros. O segredo é dialogar, pois quando há uma conversa franca entre pais e filhos, esta atitude evita problemas com os pequenos, principalmente com aqueles que estão ingressando, pela primeira vez, na escola e requerem uma atenção especial por parte dos seus genitores.

    Para os estreantes, a atenção deve ser redobrada, afinal, o primeiro dia de aula, muitas vezes, pode trazer resistência se não tiverem sido preparados para encarar um novo ambiente com pessoas totalmente desconhecidas. A insegurança toma conta dos pequeninos, e, se os pais não souberem como os preparar, as consequências podem ser imprevisíveis. Os responsáveis precisam ser sensíveis e devem começar a estimular os filhos bem antes do início das aulas, falando para eles dos novos colegas, das “tias” (professoras), das brincadeiras, do que aprenderão no novo ambiente escolar. Se possível, é muito válido levá-los à escola antes do início das aulas, para que eles possam conhecê-la e se familiarizar com o espaço.

    No primeiro dia de aula, as crianças devem ser acompanhadas pelos pais até o portão da escola, pois a presença destes faz toda a diferença para elas. Na falta deles, é preciso a companhia de alguém com quem a criança se sinta bem e segura. Sabemos que, nos primeiros dias, principalmente para os iniciantes, há o choro incontrolável de alguns que deixam os pais de coração partido. O período de adaptação é assim, cheio de dúvidas e receios. A impressão é que os pais sofrem tanto quanto os filhos ou até mais que eles.

    Para os pais se acalmarem, é preciso ter plena confiança na escola. Vale trocar experiências com outros pais e ter muita paciência, pois o choro, nos primeiros dias, é normal, principalmente para os pequeninos. Eles enfrentarão mudanças de ambiente, de pessoas e de comportamentos, o que pode gerar neles insegurança e ansiedade.

    Por isso, pais, aguentem firmes, porque vai valer a pena. Não cedam ao choro nem chorem na frente da criança. Na maioria das vezes, o que gera a ansiedade no filho é a insegurança dos pais ao deixá-lo naquele novo ambiente.

    Muitas vezes necessária, a troca de escola é outra mudança difícil. Os pais precisam preparar a criança, ouvindo-a e buscando conhecer seus medos, suas expectativas e seus receios. Depois do diálogo e até das possíveis resistências do filho perante a mudança, é importante que os pais exaltem os pontos positivos da nova escola, como os novos amigos, a nova professora, as atividades que serão realizadas, mostrando-lhe que a troca trará também coisas boas.

    É de suma importância que a criança tenha conhecimento do real motivo pelo qual está trocando de escola. Desta forma, os pais já começam a trabalhar com o filho que “durante toda vida terá que se submeter a mudanças”.

    Se a dinâmica da volta às aulas for bem direcionada, poderá gerar bons frutos, ajudando no processo de formação infantil. De um modo geral, a volta às aulas é sempre um momento de ansiedade para todas as crianças, pois implica em ter horários pré-estabelecidos e voltar ao ritmo normal das atividades.

    Muitas crianças passam as férias sem horário certo para acordar ou dormir, o que gera nos pais um grande questionamento sobre o que fazer. Recomenda-se que a rotina de horários volte a ser aplicada uma semana antes, sendo que este processo deve ser feito aos poucos, para não estressar nem deixar a criança ansiosa. E não esqueça: ao iniciarem a rotina escolar, pergunte ao seu filho como foi o dia dele quando estiverem voltando para casa. Procure saber detalhes, pois isso estimula a criança a voltar no dia seguinte.

    Adaptação e a readaptação não são instantâneas, mas requerem bastante paciência e empenho, tanto dos pais quanto das crianças.

    * Psicopedagoga e missionária da comunidade Canção Nova.