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  • Cláudio Aldecir - em 01/10/2016 08:28:47

    foto: Arquivo Cláudio Aldecir

    Claro que eram tempos diferentes, não havia tanto empresário a mandar nos destinos do futebol, emissoras de televisão e rádio a ditar normas e elaborar tabelas, empresas não se davam o trabalho de financiar clubes e tampouco atletas da bola, digamos que se praticava um futebol mais puro, onde de fato se valorizava a condição técnica dos jogadores, as categorias menores como chamavam, organizavam-se em mirins, infantis e juvenis.

    Os destaques estavam prontos para serem profissionalizados, outros simplesmente abandonavam o sonho de ser o tal “jogador de futebol”, por isso e sabiamente os dirigentes organizavam os chamados campeonatos de aspirantes, que tinha objetivos claros: testar de fato esses novos juvenis e dar ritmo de jogo a alguns titulares que estavam voltando de uma contusão ou de um período na reserva.

    Programavam-se as partidas antes dos jogos principais, daí preliminares, oportunidade de mostrar novos valores ao grande público que chegava antes para a dobradinha futebolística. Grandes nomes do futebol surgiram e se destacaram nestes campeonatos, um deles foi Roberto Rivelino que já mostrava sua genialidade no começo das tardes de domingo no gramado do estádio do Pacaembu.

    A foto registra o aspirante palmeirense em 1964, justamente no Pacaembu já com grande público e algumas curiosidades: Em pé, da esquerda para a direita: Sarlo, Carlos Alberto, Dorival, Candinho (o Candido Souto Mayor tornou-se treinador de várias equipes, inclusive da seleção brasileira), Vicente Arenari (era da equipe profissional) e Ilton (Ilton José da Costa tornou-se um conhecido árbitro). Agachados: Zé Carlos Mérola, Roque, Ademar Pantera (outro da equipe de profissionais), Ênio Chaves e Lourenço.

    Notem que era uma mescla de atletas em começo de carreira com outros mais experientes, é isso justamente que dava motivação, graça e visibilidade ao campeonato. Grandes momentos e recordações do futebol.


    NOTA: As fotos são do arquivo pessoal do autor, que data de 50 anos. Ele, como colecionador e historiador do futebol, mantém um acervo não somente de fotos, mas de figurinhas, álbuns, revistas, recortes e dados importantes e registros inéditos e curiosos do futebol, sem nenhuma relação como os sites que proliferam sobre o assunto na rede de computadores da atualidade